Construção do novo edifício do Ministério Público suspensa após morte de trabalhador

A morte de um operário no estaleiro de construção do novo edifício do Ministério Público levou a DSSOPT a suspender a obra. A tragédia foi provocada pela queda de um barrote de aço com quase seis toneladas de peso. O acidente deixou ainda três outros operários feridos.

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O Governo ordenou ontem a suspensão, com efeitos imediatos, da empreitada de construção do novo edifício do Ministério Público, depois da queda de uma viga de aço ter provocado a morte a um trabalhador e ter deixado três outros feridos.

Numa nota emitida ao final da tarde de ontem, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) lamenta o sucedido e dá conta da decisão de avançar para a suspensão total da obra. O organismo liderado por Li Canfeng lança ainda uma advertência à empresa responsável pela obra: o empreiteiro deve não só fazer chegar o seu apoio à família da vítima, como também reforçar as medidas de segurança no estaleiro da obra, situado na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues.

À empresa responsável pela empreitada, o Governo exige ainda que seja entregue, o mais brevemente possível, um relatório detalhado de investigação. No breve comunicado enviado às redacções, a Direcção dos Serviços de Solos Obras Públicas e Transportes deixa claro que não tenciona autorizar que a obra seja reatada antes do incidente estar completamente esclarecido: “O Governo só irá autorizar o reinício das obras após inspecção conjunta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes e da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais ao local, às circunstâncias  laborais da obra e às medidas de segurança”, adianta o organismo liderado por Li Canfeng. “O atraso das obras causado por ordem de suspensão não constitui motivo válido para prorrogação do prazo de execução das obras”, esclarece ainda a DSSOPT.

O Executivo sublinha ainda que se ficar comprovado que a tragédia ocorreu por negligência da empresa responsável pela obra, o Governo não terá pudor em chamar o empreiteiro à responsabilidade e de lhe aplicar uma sanção.

O acidente que esta segunda-feira vitimou um operário da construção civil e deixou três outros feridos ocorreu por volta das dez horas da manhã. Na origem da tragédia esteve a queda de uma viga de aço de uma altura de seis metros. O objecto, com quase seis toneladas de peso, surpreendeu um grupo de quatro trabalhadores que se encontravam a trabalhar ao nível do solo.

Com idades compreendidas entre os 40 e os 50 anos, os quatro operários foram conduzidos para o Centro Hospitalar Conde de São Januário e para o Hospital Kiang Wu. Um dos feridos, com 40 anos de idade, não resistiu aos ferimentos graves que sofreu na cabeça e acabou por falecer ao início da tarde, de acordo com informação divulgada pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau.

Segundo dados oficiais, o número de obras suspensas e as multas impostas devido a más condições de segurança e saúde ocupacional ou infracções relacionadas nos estaleiros aumentou no ano passado, altura em que foram emitidas 31 ordens de suspensão de obras – contra 22 em 2015 – e instaurados 180 processos por violação dos regulamentos sobre a segurança e saúde ocupacional nos estaleiros. As multas aplicadas totalizaram 882 mil patacas, traduzindo um aumento de 11,4 por cento em comparação com 2015, de acordo com dados divulgados recentemente pela DSAL.

 

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