Centro de Reabilitação Pediátrica vai receber 7 mil consultas por ano

O Centro de Reabilitação Pediátrica foi inaugurado ontem com o objectivo de ajudar as crianças com dificuldades de desenvolvimento. As novas valências vão  ter capacidade para efectuar 7 mil consultas por ano. O Governo promete igualmente rever a lei sobre a procriação medicamente assistida, mas deixa um aviso: o serviço não será gratuito.

1.Alexis

João Santos Filipe

Com capacidade para realizar mais de 7 mil consultas por ano, o Centro de Reabilitação Pediátrica, no Centro de Saúde da Areia Preta, foi ontem inaugurado. O objectivo deste novo serviço passa por reduzir o tempo de espera a que estão sujeitas as crianças a quem são diagnosticados problemas e dificuldades de desenvolvimento.

“Com a criação deste Centro de Reabilitação Pediátrica prevê-se a possibilidade de serem realizados mais de 7 mil atendimentos, reduzindo significativamente assim o tempo de espera das crianças para o devido tratamento, após a avaliação”, afirmou Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que presidiu à cerimónia de inauguração das novas valências.

O espaço ontem inaugurado vem complementar o Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica, que foi lançado no ano passado com o objectivo de diagnosticar as crianças com dificuldades de aprendizagem. Segundo Alexis Tam, o centro de avaliação permitiu em menos de um ano fazer com que o tempo de espera para uma consulta de diagnostico caísse para um mês: “O tempo de espera para avaliação que variava entre nove meses e um ano foi reduzido, e actualmente a média é inferior a um mês, tendo sidos tratados mais de mil casos”, explicou.

Como parte do plano de investimento público na saúde, o secretário da tutela afirmou igualmente que vão ser acrescentadas 20 vagas para o curso de terapeutas do Instituto Politécnico de Macau, que arrancou no presente ano lectivo: “Espero que no futuro tenhamos terapeutas suficientes para ajudar as crianças com dificuldades”, sublinhou o governante.

Alexis Tam abordou igualmente a situação da protecção do património cultural e destacou a necessidade de se controlar de forma mais eficaz a poluição ambiental devido aos efeitos que pode ter em imóveis com valor patrimonial e nas construções antigas.

 

Lei da Procriação medicamente assistida com mudanças

 

Também presente no evento, o director dos Serviços de Saúde, Lei Chi Ion, admitiu que as lei que regula a procriação medicamente assistida vai sofrer alterações, após terem sido detectados três clínicas que prestavam de forma ilegal este serviço.

Lei Chi Ion explicou que a opção não é muito procurada pelos residentes de Macau, e que nos casos em que é requisitada, as pessoas são enviadas para Hong Kong. Contudo, quem recorrer a este método tem de pagar as despesas e esta situação não vai ser alterada com a nova lei, que visa essencialmente colmatar as lacunas existentes no actual documento.

Ainda sobre o caso das três clínicas que ofereciam ilegalmente o serviço, o director dos Serviços de Saúde explicou que os clientes seriam na grande maioria do Interior da China e que o custo do tratamento ultrapassava o praticado em Hong Kong. Na região vizinha o montante pago pelo serviço rondas os 150 mil dólares de Hong Kong.

 

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