Washington quer cooperação entre os EUA e a China sobre o clima

O Executivo norte-americano voltou as costas ao Acordo de Paris, mas Rick Perry garantiu ontem em Pequim que Washington vai continuar a agir contra as alterações climatéricas. O secretário da Energia do Executivo liderado por Donald Trump diz mesmo que há “oportunidades extraordinárias” de colaboração entre os EUA e a China em domínios como a energia nuclear, o gás natural liquefeito e a captura de carbono.

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O secretário norte-americano da Energia disse esta quinta-feira que os Estados Unidos da América e a República Popular da China têm “oportunidades extraordinárias” para colaborarem no combate às alterações climáticas, numa altura em que Donald Trump é criticado por resignar do acordo de Paris.

Num encontro com o vice-primeiro-ministro chinês Zhang Gaoli, Rick Perry apontou o gás natural liquefeito, energia nuclear e captura de carbono como duas áreas em que os dois países podem trabalhar juntos.

Na segunda-feira, Rick Perry afirmou no Japão esperar que a República Popular da China se torne num “verdadeiro líder” na questão do clima e rejeitou as acusações de que os Estados Unidos da América estão a recuar.

A decisão de Trump abriu um vazio na liderança do combate ao aquecimento global que poderá vir a ser preenchido pela China, que prepara um imenso processo de “descarbonização”  da sua economia.

O país asiático é o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa e nas suas grandes cidades a poluição atmosférica está muitas vezes acima dos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde, gerando milhões de mortes prematuras todos os anos.

No início do encontro entre Perry e Zhang, antes dos jornalistas saírem da sala, nenhum deles mencionou a decisão de Donald Trump.

O acordo de Paris, celebrado em 2015, era visto como um marco na cooperação entre Pequim e Washington, as duas maiores economias do mundo e com posições antagónicas em questões como segurança regional e Direitos Humanos.

Perry não mencionou energias renováveis como a solar e a eólica, em que a República Popular da China tem a maior capacidade instalada do mundo.

Na terça-feira, o governador da Califórnia, Jerry Brown, desvalorizou em Pequim a decisão de Donald Trump, classificando-a como um “retrocesso temporário” na luta global contra as alterações climáticas: “A China, os países europeus e os estados norte-americanos vão preencher o vazio deixado pela decisão de Washington”, garantiu Brown, que participou na capital chinesa numa conferência sobre fontes de energia renovável.

A República Popular da China e a Califórnia anunciaram no mesmo dia um acordo de cooperação para reduzir a emissão de gases.

 

 

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