Abandono do Acordo de Paris por parte de Washington é “retrocesso temporário”

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O governador da Califórnia, Jerry Brown, afirmou ontem em Pequim que a decisão do Presidente norte-americano de sair do acordo de Paris é apenas um “retrocesso temporário” na luta global contra as alterações climáticas.

Brown afirmou que um “desastre continua a pairar no ar”, a menos que o mundo actue com urgência na redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Citado pela agência The Associated Press, o responsável afirmou, à margem de uma conferência sobre energias limpas em Pequim, que a China, os países europeus e os Estados norte-americanos vão agora preencher o vazio deixado pela decisão de Washington: “Ninguém pode ficar à margem. Não podemos permitir qualquer desistência do tremendo desafio humano de fazer a transição para um futuro sustentável”, disse Brown.

A decisão de Donald Trump de abdicar do acordo de Paris suscitou críticas dentro dos EUA e a nível internacional, incluindo da própria República Popular da China.

O líder norte-americano considera que o acordo de Paris favorece economias emergentes, como a China e a Índia, em detrimento dos trabalhadores norte-americanos.

Sem mencionar Trump, o governador da Califórnia afirmou que “continua a haver pessoas em posições de poder que estão a resistir à realidade, que estão a resistir à ciência exacta que agora governa as nossas vidas”.

Questionado sobre o que poderia motivar os EUA a voltar a liderar o combate às alterações climáticas, Jerry Brown respondeu “a ciência, factos, o mundo e o mercado”.

Brown e o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Wan Gang, assinaram um acordo em representação dos respectivos governos, visando maior colaboração na área ambiental.

O governador da Califórnia assinou colaborações similares nos últimos dias com os líderes das províncias chinesas de Jiangsu e Sichuan.

A Califórnia, a maior economia entre os Estados norte-americanos, é também um dos Estados que exerce controlo mais rigoroso na área ambiental, detendo a liderança no sector no país.

Apesar de a República Popular da China ter ultrapassado, nos últimos anos, os Estados Unidos da América como líder mundial no desenvolvimento de energias renováveis, tem tido dificuldades em integrar os painéis solares e turbinas eólicas numa rede de distribuição eléctrica ainda dominada por usinas de carvão.

Trump é um acérrimo defensor das indústrias fósseis norte-americanas, em particular da do carvão, que sofreu um forte declínio na produção, durante o mandato do anterior Presidente Barack Obama.

 

 

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