“Devia ser construído um parque de diversões em Macau”

Celebrou-se ontem o Dia Mundial da Criança e o PONTO FINAL quis saber, pelas próprias, o que pode ser melhorado em Macau. A construção de um parque de diversões  no território foi sugerida por Kelly Lam. A menina, de 11 anos, estuda no Colégio de Santa Rosa de Lima, na Rua do Campo.

 

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Elisa Gao

No Dia Internacional da Criança, o PONTO FINAL foi até ao Colégio de Santa Rosa de Lima, na Rua do Campo, e falou com cinco crianças com idades compreendidas entre os seis e os 11 anos para saber como vêm e como vivem Macau. A quatro meninas do colégio, juntou-se um aluno do ensino primário do Instituto Salesiano.

Na idade de todos os sonhos e de todas as possibilidades, Kelly Lam, de onze anos, não escondeu o desejo de ver construído no território um parque de diversões que pudesse servir de ponto de encontro para as famílias de Macau:

“Podia ser construído um parque de diversões para crianças, já que ainda não temos. Já fui à Disney Land em Hong Kong e em Shanghai e ao ‘Chimelong Paradise’ em Guangzhou”, diz a aluna, à saída da escola.

Acompanhada pela sua amiga Tracy Chan, ambas  seguem para uma aula de piano num estabelecimento privado. As duas assumem que não têm grande tempo para brincar e raramente o fazem ao ar livre. A razão? Nem sempre os equipamentos são suficientes para tanta procura: “O parque ao pé de minha casa tem instalações recreativas, mas não tantas como poderiam ser. São cerca de sete e, normalmente, estão sempre ocupadas”, afirma Tracy, de dez anos. Quando interrogada sobre a diferença entre Hong Kong, a China Continental e Macau, a menina responde sem meias palavras: “Hong Kong é demasiado caótico, com muitas pessoas, muitos veículos e problemas de tráfego. Macau tem muitas pessoas e não há muitos problemas e comparado com a China, Macau é mais limpo”.

Em contrapartida, Hitomi Chang não sente muita diferença entre estar em Macau ou em  Zhuhai. Tem oito anos de idade, está no terceiro ano do ensino primário e, apesar de ter nascido em Macau, viveu há algum tempo no vizinho município continental: “Normalmente, fico apenas na zona residencial perto da minha casa”.

Enzo também estuda no ensino primário, mas no Instituto Salesiano. Espera pela sua irmã mais velha enquanto diz que, “às vezes, tem mais e, outras, menos trabalhos de casa para fazer” e, por isso, raramente sai para a rua para brincar. Ainda assim, sublinha, costuma ir nadar com a irmã e diz-se feliz por crescer em Macau: “Temos mais jogos electrónicos para brincar, enquanto que no Continente [China] as crianças brincam menos com aqueles jogos e mais com brinquedos.”

Confessa que quer manter a cidade segura e tem por isso planos bem definidos para o futuro: “Se houver um incêndio, eu serei bombeiro; eles são muito corajosos e mantêm a segurança de Macau”, explica, orgulhoso.

Ginny Chau, acompanhada pelo pai Carlson Chau, diz sem ocultar a timidez que espera a irmã mais velha. Carlson, enquanto pai, considera que Macau tem instalações recreativas suficientes para as crianças que crescem no território: “Geralmente, levo as minhas filhas a parques, ao Centro de Ciência de Macau e a galerias, principalmente ao Sábado e ao Domingo. Por vezes, vamos também a Zhongshan”, explica.

A vantagem das filhas estudarem em Macau prende-se, sobretudo, com os vários dias que têm livres devido às quadras festivas: “Na China Continental, as férias estão centradas num único período. Aqui, na escola católica, as crianças têm mais dias livres e conseguimos passear juntos”, admite.

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