Crianças de Macau sem parques infantis ou espaço para brincar

O alerta é dado por Wong Kit Cheng: as instalações recreativas infantis disponíveis no território são escassas e entre as que existem algumas são cantigas e não oferecem a segurança necessária. A deputada sugere que o Governo utilize estruturas já existentes – como o antigo Hotel Estoril ou o Canídromo de Macau – para a criação de instalações recreativas e educacionais que estimulem o desenvolvimento das crianças do território.

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A maior parte dos jardins e parques municipais em Macau têm poucas ou nenhumas instalações recreativas para crianças e algumas das instalações existentes já são tão antigas que podem colocar em risco a segurança das crianças, avisa a deputada Wong Kit Cheng.

A também vice-presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau salienta que “brincar e jogar” é um dos direitos fundamentais das crianças, mas que “não há espaços recreativos suficientes em Macau”. No entender da deputada, um tal panorama restringe o direito dos mais novos de se desenvolverem através da brincadeira e de actividades recreativas.

Como alternativa à falta de espaço para a criação e ampliação de instalações recreativas, Wong sugere que seja dada uma vida nova a locais existentes, como o antigo Hotel Estoril ou o Canídromo de Macau – que deverá deixar de funcionar em Julho de 2018 – através da construção de espaços temáticos de diversão e instalações educacionais que estimulem o desenvolvimento das crianças do território.

A deputada indica que, de acordo com dados dos Serviços de Estatística e Censos divulgados em 2016, a população inserida no grupo etário dos 0 aos 14 anos aumentou 18,2 por cento desde 2011 – de 65,870 indivíduos, em 2011, para 77,847, em 2016 – representando actualmente 12,5 por cento da população total do território. O ano passado, a população do território era de 644,9 mil pessoas.

Actualmente existem 17 parques e jardins no território, seis na península de Macau, seis na Taipa e cinco em Coloane, e mais quatro parques naturais – parque de merendas da Taipa Grande, da Barragem de Ká-Hó, da Barragem de Hác-Sá e parque de Seac Pai Van de Coloane -, de acordo com dados disponibilizados na página electrónica do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e citados por Wong Kit Cheng. No entanto, alerta a deputada, “devido ao espaço limitado, nem todos os parques tem instalações recreativas para crianças”.

Wong Kit Cheng refere como exemplo a área da Rua da Praia do Manduco, perto da Barra, zona com uma densidade populacional considerável, mas onde os parques e as instalações recreativas para crianças são escassos.

Perante a carência de instalações que ofereçam espaço para que as crianças possam brincar com segurança, Wong Kit Cheng sugere que o Governo crie mais parques infantis nas zonas da cidade onde estas instalações são insuficientes ou não existam de todo, que aumente o número de valências de recreio nos prédios de habitação pública recém-construídos e que acrescente também mais áreas para actividades recreativas nas instalações já existentes.

Wong Kit Cheng recomenda ainda que o Governa faça um planeamento das instalações recreativas públicas com base na monitorização continuada da evolução da estrutura demográfica em cada bairro e em cada zona específica da cidade.

 

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