Centro para empresas de Macau vai nascer este ano em Lisboa  

 

A capital portuguesa deve acolher ainda este ano um espaço que poderá receber até 20 empresas de Macau e da China continental, anunciou ontem o secretário de Estado da Indústria português. João Vasconcelos diz ainda que já está em curso a procura de um local em Macau para receber empreendedores portugueses. A parceria surge na sequência de um acordo estabelecido com Lionel Leong, aquando da deslocação a Lisboa, em Dezembro último, do secretário para a Economia e Finanças.

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Sílvia Gonçalves

O Governo deverá abrir ainda este ano um espaço em Lisboa, que servirá de porta de entrada no mercado europeu para duas dezenas de empresas de Macau e da China continental. A revelação foi ontem feita pelo secretário de Estado da Indústria português, que adiantou ainda que espera ver abrir, também este ano, um centro em Macau para empreendedores portugueses, estando já há procura de um local no território. João Vasconcelos – que participou ontem na cerimónia de abertura do 8º Fórum Internacional sobre o Investimento e a Construção de Infra-estruturas – chegou ao território acompanhado de 20 entidades portuguesas, numa missão empresarial voltada para as áreas da tecnologia, informática e electrónica. A comitiva lusa passou primeiro por Shenzhen e por Zhuhai.

“O Governo de Macau, através dos seus Serviços de Economia, vai ter um espaço em Lisboa para 20 empresas da China e de Macau poderem, quando quiserem ir para a Europa, utilizar Lisboa como porta de entrada na Europa. E nós também vamos ter um espaço aqui para os nossos empreendedores virem para cá e terem um ‘soft landing’”, anunciou ontem o secretário de Estado da Indústria de Portugal, à margem da cerimónia de abertura do 8º Fórum Internacional sobre o Investimento e a Construção de Infra-estruturas, que decorre até hoje no Venetian.

João Vasconcelos explicou que a iniciativa bilateral surge na sequência da passagem por Portugal, em Dezembro de 2016, do secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong Vai Tac: “Isto é tudo fruto do acordo entre os dois governos, é resultado da visita do secretário Lionel Leong a Lisboa, onde avançamos com esse acordo. Tanto que toda esta visita foi organizada pelos Serviços de Economia do Governo”, esclareceu.

A abertura de um espaço na capital portuguesa, perspectiva o secretário de Estado, deverá efectivar-se ainda em 2017: “Ainda este ano. Nós gostávamos que pelo momento da Web Summit [em Novembro], daquela grande conferência de tecnologia, que possamos apresentar ao mundo essa parceria. Seremos o primeiro país da Europa com uma parceria destas com a China. E que permite a qualquer empreendedor de ambos os sítios ter um contexto mais amigável para se basear aqui, ou os daqui lá”, explica.

A abertura do centro de Macau acontecerá também este ano? “Sim, nós queremos ter ainda este ano aqui um espaço para empreendedores portugueses. Estamos a ver ainda as melhores localizações, estamos a visitar os vários que existem. Mas será aqui em Macau e perto da Universidade de Macau, porque é aqui que os portugueses se sentem também em casa. E termos também acesso a uma fonte de conhecimento e de saber como a Universidade de Macau é essencial”, salientou.

O secretário de Estado descreveu a deslocação da comitiva portuguesa a Shenzhen, Zhuhai e Macau como uma aproximação empresarial entre os dois territórios: “Queremos promover Macau como a porta de entrada das empresas portuguesas e europeias na Ásia e na China. E também promover Macau como a porta de entrada em Portugal e nos países de língua portuguesa das empresas chinesas”, explica Vasconcelos, deixando claro que a missão tem propósitos bem delineados. “Temos um foco na área das tecnologias, da informática, da electrónica, e esta foi a primeira missão empresarial que fizemos. São cerca de 20 entidades que me acompanharam: empresas tecnológicas, investidores, incubadoras, centros tecnológicos”, complementa o Governante.

A deslocação, recorda João Vasconcelos, estendeu-se a Shenzhen, mas também ao vizinho município continental de Zhuhai: “Estivemos a visitar, a convite do Governo de Macau, Shenzhen, onde visitámos vários centros tecnológicos, várias empresas tecnológicas. Também estivemos em Zhuhai e estivemos aqui em Macau, também a visitar os centros tecnológicos e uma  incubadora de empresas. A maior parte dos membros da comitiva é a primeira vez que vem a Macau”, assinalou.

Apresentar aos empresários portugueses uma China “que é desconhecida para muitas empresas portuguesas”, mas também um “Portugal moderno, tecnologicamente inovador”, que é “desconhecido para esta China”, é o propósito de uma missão com que a delegação portuguesa pretende “aproximar estes dois mundos, com base numa economia de futuro”, sublinhou João Vasconcelos.

O secretário de Estado da Indústria justificou ainda porque razão Portugal se quer posicionar nesta face do mundo: “Portugal tem uma longa tradição neste rio, neste Delta. Queremos estar ao nível que a história nos exige, queremos estar novamente no centro deste delta. Estamos a falar aqui de um delta, de um rio, de uma baía das mais ricas do mundo neste momento. Temos a baía talvez de São Francisco e temos agora esta baía aqui com Shenzhen, Hong Kong, Macau e Zhuhai. Eu acho que é exigido a Portugal acompanhar o desenvolvimento e o papel que esta baía está a ter no mundo, e é isso que estamos a fazer”, salientou João Vasconcelos.

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