Hotéis são quem mais emprega, mas não são quem melhor paga

 

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A indústria hoteleira do território foi a que mais trabalhadores empregou durante o primeiro trimestre de 2017 por entre os sectores de actividade analisados no Inquérito às Necessidades de Mão-de-obra e às Remunerações. Os quase 55 mil funcionários dos hotéis ultrapassaram, entre Janeiro e Março, os cerca de 25 mil da área da restauração e os quase 10 mil das indústrias transformadoras. Os funcionários das creches e “serviços de idosos” fixaram-se em mais de mil e 300, seguidos pelos mais de mil e cem que trabalham na “produção e distribuição de electricidade, gás e água”, os 548 do sector dos seguros e os 407 empregados em “actividades de intermediação financeira”.

No capítulo das remunerações, o sector da produção e distribuição de electricidade, gás e água é aquele que melhor paga aos seus funcionários: os trabalhadores das empresas do ramo auferem um ordenado médio na ordem das 29 mil patacas. Seguem-se o sector dos seguros e da indústria hoteleira que em média pagam cerca de 26 mil e 17 mil patacas, respectivamente. Quase com os mesmos valores aparecem as creches e as actividades de intermediação financeira que oferecem uma remuneração média de cerca de 14 mil patacas, seguidos dos serviços de acompanhamento de idosos, onde o ordenado médio praticado é de quase 11 mil patacas. Na cauda da lista, compilada pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, surgem as indústrias transformadoras e a restauração, que oferecem aos seus trabalhadores salários médios de 10 790 e 9 mil 280 patacas, respectivamente.

O domínio do mandarim é exigido a todos os candidatos ao exercício de funções no âmbito das actividades de intermediação financeira, enquanto que a mesma exigência foi feita em 73 por cento das vagas disponibilizadas pela indústria hoteleira do território. Para se conseguir emprego num hotel, em 57 por cento dos casos era também necessário o domínio da língua inglesa.

Em relação às habilitações académicas exigidas pelas empresas, 79 por cento e 65 por cento dos postos vagos das indústrias transformadoras e da área da restauração, respectivamente, exigiam um nível académico inferior ou equivalente ao ensino secundário.

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