Fim-de-semana insalubre

Pela segunda vez no período de menos de um mês, o ar que se respira em Macau voltou a registar uma elevada concentração de poluentes. Na sexta-feira e durante todo o fim-de-semana foram frequentes os momentos de insalubridade registados nas estações de medição do território. Os Serviços Meteorológico afastam, ainda assim, a possibilidade dos episódios da índole se estarem a tornar mais frequentes.

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A qualidade do ar em Macau registou durante todo o fim-de-semana momentos de insalubridade e assim se vai manter nos próximos três dias, sendo que o episódio é o segundo do género registado no território em menos do mês.

Ainda que a poluição e as correntes atmosféricas sejam os principais motivos da elevada concentração de poluentes, o fenómeno agrava-se com o aumento da exposição solar: “Sempre que há mais sol pode-se notar uma deterioração na qualidade do ar, por causa de uma reação fotoquímica”, indicou Vera Varela, acrescentando que amanhã, com a chegada de chuva, as condições devem melhorar.

De acordo com os dados disponibilizados na página dos SMG, às 16:00 da passada sexta-feira, Macau registou valores das PM 2.5 de cerca de 45 microgramas por metro cúbico na zona de alta densidade populacional na Taipa. A fasquia supera de forma flagrante o limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que estabelece uma média diária de 25 microgramas por metro cúbico.

As medições da qualidade do ar divulgadas pela Air Quality Index China (AQICN), uma organização não-governamental do interior da China, mostram valores de poluição atmosférica em Macau discrepantes dos que são reportados pelo Serviços de Meteorologia de Macau.

A título de exemplo, as medições do AQICN na Calçada do Poço, no centro da Península de Macau, registavam às 19:00 de sexta-feira o valor de 97 microgramas por metro cúbico, enquanto a subestação Norte indicava 90.

Segundo Vera Varela, os dias de má qualidade do ar não são resultado de nenhuma interferência externa, mas antes reflexo “da estabilidade das condições atmosféricas”:

“Quando não há um vento forte que transporte as partículas para fora de Macau, nem chuva, é normal que a concentração de partículas se note mais. Não há vento e não há chuva, elas ficam suspensas na atmosfera”, explicou.

A porta-voz dos Serviços de Meteorologia ressalvam que os momentos mais críticos, insalubres, “são quando as pessoas saem do trabalho, por volta das 18:00, quando estão a ir para o trabalho de manhã”. “Nesses dois períodos sente-se mais a concentração de poluentes”, indicou.

Os SMG aconselham a população a consultar os dados relativos à concentração de poluentes em tempo real antes de realizarem actividades desportivas ao ar livre e pedem especial cuidado para quem tenha problemas de saúde.

Já no dia 10 do corrente mês Macau registou níveis de poluição atmosférica considerados perigosos para a saúde, com as PM 2.5 a atingirem valores entre os 100 e 160 microgramas por metro cúbico.

Apesar de ser a segunda vez que a qualidade do ar atinge níveis insalubres no mesmo mês – e desta vez prolongando-se por quatro dias –, os SMG afastam a possibilidade de estes episódios se estarem a tornar mais frequentes:  “Não considero que estejam a ser mais frequentes, são normais sempre que não há vento. São isolados”, afirmou a porta-voz.

 

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