Irão dispõe de usinas subterrâneas de produção de mísseis

 

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O Irão construiu uma terceira fábrica subterrânea para o fabrico de mísseis balísticos, declarou na quinta-feira um comandante dos Guardas da Revolução, o exército de elite do regime islâmico, citado pela agência Fars.

“Estamos a desenvolver passo a passo a nossa capacidade defensiva e hoje declaro que construímos nos últimos anos uma terceira fábrica subterrânea de fabrico de mísseis”, declarou o general Amir-Ali Hadjizadeh, comandante da força aeroespacial dos Guardas da Revolução, sem fornecer mais detalhes.

Esta foi a primeira vez que o Irão anunciou possuir fábricas subterrâneas para a construção de mísseis balísticos.

Em Outubro de 2015 a televisão iraniana divulgou pela primeira vez imagens de uma base subterrânea repleta de mísseis de diversos tipos. Na ocasião, o general Hadjizadeh explicou que a base estava situada a “500 metros de profundidade”, fora do alcance de eventuais ataques inimigos.

No sábado, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, pediu ao Irão para terminar com os ensaios de mísseis balísticos, quando se encontrava da Arábia Saudita na companhia do Presidente dos EUA, que assinou um acordo de 110 mil milhões de dólares de vendas de armamento com Riade, o grande rival do Irão na região.

Em resposta, o Presidente iraniano Hassan Rohani, recentemente reeleito triunfalmente, declarou na segunda-feira que o Irão prosseguiria os seus testes de mísseis “enquanto seja necessário”: “Quando tivermos a necessidade técnica de efectuar testes de mísseis, vamos continuar a fazê-los e sem pedir autorização a ninguém”, declarou Rohani em conferência de imprensa. “Vamos desenvolver a nossa potência balística. É normal que os nossos inimigos, os Estados Unidos e Israel, estejam coléricos quando mostramos as nossas bases subterrâneas de mísseis, porque pretendem que o povo iraniano esteja em situação de fraqueza”, assinalou ainda Amir-Ali Hadjizadeh.

Nos últimos anos o Irão desenvolveu uma importante indústria balística e possui numerosos tipos de mísseis, incluindo projécteis com um raio de acção de 2.000 quilómetros e com capacidade de atingir Israel e as bases norte-americanas na região.

Há uma semana, o Governo dos EUA anunciou um novo pacote de sanções contra dois altos responsáveis da Defesa iranianos e uma empresa com sede na República Popular da China pela seus vínculos ao programa de mísseis de Teerão.

Em represália, as autoridades iranianas impuseram sanções a nove entidades e indivíduos dos EUA, à semelhança do que já tinha ocorrido em Janeiro após uma medida similar de Washington.

A tensão entre Washington e Teerão tem-se agravado desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, e agravou-se após um teste de míssil balístico iraniano em Janeiro.

 

 

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