Suspeitos de homicídio em 2006 tinham entrado ilegalmente em Macau

 

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Foram necessários onze anos para que a Polícia Judiciária fosse capaz de identificar e prender dois cidadãos da República Popular da China, suspeitos de terem assassinado uma estudante de 23 anos do Instituto Politécnico de Macau, em Abril de 2006. As detenções foram esta quarta-feira tornadas públicas pela polícia de investigação do território, que revelou que os suspeitos tinham entrado ilegalmente em Macau.

O caso remonta a 2006, quando a estudante, oriunda da Província de Zhejiang foi encontrada no seu apartamento com as mãos atadas e já sem vida. Na altura, vários dos seus pertences foram dados como desaparecidos.

De acordo com a informação ontem avançada pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau, na altura do crime, a tecnologia que as autoridades tinham ao seu dispor não permitiu a identificação dos suspeitos.

Contudo há dois anos, as autoridades do território registaram um avanço no processo de investigação, ao conduzirem um novo exame de ADN às provas registadas no local que permitiram identificar um dos indivíduos. Os resultados foram enviados para as autoridades do Continente, que conseguiram prender o primeiro dos suspeitos.

Após este avanços, as autoridades criaram um grupo de investigação com agentes das duas jurisdições. Foi esse grupo que depois de comparar mais provas com outros casos conseguiu chegar ao segundo suspeito.

No entanto a resolução deste caso coloca em cheque a eficácia do controlo de fronteiras de Macau. De acordo com a emissora em língua chinesa da Rádio Macau, quando foram detidos, os dois suspeitos admitiram que entraram no território de forma ilegal. Depois, utilizaram um apartamento vazio para invadir a casa da estudante, tendo acabado por matá-la.

Aquando da revelação do caso, a Policia Judiciária afirmou que estão no território três familiares da vítima, que agradeceram o facto de em onze anos as autoridades desistido da investigação. A notícia avançada pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau não refere se as autoridades pediram desculpa aos familiares por não terem conseguido, em 2006, controlar a entrada ilegal dos dois suspeitos.

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