CGD: Trabalhadores em França criticam manutenção de sucursal em Macau

Os funcionários da Caixa Geral de Depósitos em França criticam o banco público português por supostamente privilegiar a manutenção de representações em paraísos fiscais, ao invés de preservar a actividade do banco onde ela é, defendem, mais necessária. Em causa está a alegada intenção da Caixa Geral de Depósitos de alienar os activos que possui em França, ao mesmo tempo que mantém sucursais em Macau e nas ilhas Caimão.

1.Caxa

Os representantes dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em França questionaram o presidente executivo do banco se o plano de reestruturação prevê a alienação da sucursal naquele país ou uma redução da sua actividade e de funcionários.

Numa carta aberta dirigida na terça-feira a Paulo Macedo e ontem divulgada, os signatários reclamam uma “resposta clara e formal sobre o futuro da sucursal de França da CGD”, onde trabalham mais de 500 funcionários e onde, dizem, “o clima social” tem vindo “a degradar-se” face a “procedimentos manageriais impróprios de uma empresa a ‘fortiori’ pública”.

“No âmbito do plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos prevê-se a tomada de qualquer medida no que diz respeito à sucursal França?”, questionam, perguntando ainda se a administração prevê “a alienação total da sucursal ou a redução de actividade desta, designadamente através da alienação de balcões, carteira de clientes, encerramento de balcões ou supressão de actividades”.

A eventual “redução de trabalhadores”, e “sob que modalidades”, é outra questão colocada ao presidente da comissão executiva da Caixa.

Solicitando uma “clarificação rápida e formal das disposições previstas para a sucursal de França”, os representantes dos trabalhadores garantem que “defenderão intransigentemente os seus postos de trabalho, bem como a manutenção da CGD-França na esfera pública e a continuidade da prestação do serviço público da banca na maior comunidade portuguesa da Europa e das maiores comunidades portuguesas do mundo, avaliada em cerca de 1,5 milhões de pessoas”.

“Não podemos admitir que a banca pública conserve sucursais em paraísos fiscais como as Ilhas Caimão ou Macau e queira privatizar a sucursal do país emblemático da emigração portuguesa na Europa, a saber a França”, sustentam, salientando que, nos últimos anos, se tem dirigido para este “um contingente anual de milhares de emigrantes que constituem, segundo os últimos dados conhecidos, o primeiro contingente de novos emigrantes em França”.

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s