Scott Chiang abandona presidência da Novo Macau de coração ferido

Scott Chiang anunciou ontem que vai deixar a liderança da associação Novo Macau, sem no entanto concretizar as razões que conduzem à sua saída. Ao PONTO FINAL, o activista – que se vai manter como membro no organismo pró-democrata – manifestou, contudo, desilusão, e disse não se sentir necessário no processo que se segue até às eleições legislativas.

1.Chiang

Sílvia Gonçalves

Scott Chiang anunciou ontem o seu afastamento da presidência da associação Novo Macau, com efeitos a partir de 9 de Junho. O activista, que entra hoje de licença, não esclareceu as razões que conduziram à decisão, mas assumiu estar de coração ferido. Ao PONTO FINAL, Chiang afirmou que não se vê como elemento útil no processo que se segue até às próximas eleições legislativas, mas disse acreditar num bom resultado da associação pró-democrata no escrutínio de 17 de Setembro.

Depois de dois anos na presidência da associação a que se juntou há mais de uma década, Scott Chiang anunciou ontem a sua renúncia à liderança do principal colectivo pró-democrata do território. Numa breve mensagem publicada na sua página de Facebook, o activista não concretiza as razões que conduziram à sua saída. Chiang assume tratar-se de uma decisão difícil e revela no discurso uma nota de desilusão: “Ao contrário dos danos materiais, as feridas no fundo do meu coração podem não ser remediáveis”.

Ao PONTO FINAL, Chiang complementa com o que parece ser uma situação-limite: “As coisas que acontecem, acontecem. Se se parte alguma coisa, não se pode mantê-la junta. Se isso acontece no teu coração pode não ser fácil voltar atrás e fazer coisas. As coisas acumulam-se e quando já chega, já chega”, resume o activista.

Mas o que conduziu, afinal, a esta decisão? “Penso que fizemos um bom trabalho nos últimos três anos e meio, e isso é suficiente, se não para garantir, pelo menos para prometer um resultado muito bom nas eleições de Setembro. Não me vejo como muito útil nesse processo, por isso penso que é um bom momento para me afastar”, refere Chiang. O ainda presidente da Associação Novo Macau acrescenta: “Agora, como vejo que talvez não seja necessário nesse processo, então a única maneira lógica é não assumir o papel de liderança da Novo Macau”.

Na mesma declaração ontem publicada, o activista diz estar convencido que a sua decisão “irá abrir caminho para a Novo Macau se unir e seguir em frente”. Ao PONTO FINAL, Chiang detalha a afirmação: “Vejo que se o fizer agora então haverá tempo suficiente para todos o ultrapassarem e esquecerem e se focarem no que quer que seja preciso fazer para assegurar o sucesso em Setembro próximo. E espero sinceramente que tenhamos um bom resultado na eleição”.

Scott Chiang esclarece que vai abandonar a presidência, mas não a associação: “Tenho cerca de duas semanas para a transição e a 9 de Junho a demissão entrará em vigor. A partir desse momento serei um comum membro da Novo Macau. Não estarei nem na presidência nem na direcção”, explica.

E o que se segue no organismo, a convocação de eleições? “Tecnicamente penso que alguém estará no lugar para cuidar da liderança. E depois, dependendo da decisão da direcção, tanto podem esperar – porque teremos o encontro anual, que será algures no Verão – ou podem convocar uma assembleia geral mais cedo”, remata Chiang.

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