Pequim acolhe encontro entre países que supervisionam a Antárctida

O futuro da Antárctida começou ontem a ser discutido em Pequim, num encontro que deverá reunir na capital chinesa representantes de uma dezena de organizações e de mais de 40 países. O encontro realiza-se numa altura em que aumento a preocupação com o impacto do aquecimento climático na zona das calotes polares.

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A capital chinesa, Pequim, acolhe desde ontem um encontro entre os países que supervisionam a Antárctida, ilustrando as ambições da República Popular da China naquela zona do globo, numa altura de crescente preocupação quanto ao impacto das alterações climáticas na região polar.

A pesquisa cientifica no Continente austral, coberto de gelo, é feita de acordo com um tratado datado de 1959, que designa a Antárctida como uma reserva natural, onde é proibida a extracção de recursos para fins comerciais.

A República Popular da China assinou o tratado em 1983 e, desde então, já abriu quatro estações de pesquisa permanentes na Antárctida. Pequim planeia iniciar a construção de uma pista de aterragem para aviões até ao fim deste ano e de uma quinta estação de pesquisa até 2018.

Cerca de 400 representantes, oriundos de 42 países e 10 organizações internacionais, são esperados no 40.º encontro do Tratado da Antárctida, que decorre até 1 de Junho.

A delegação chinesa é liderada pelo chefe da diplomacia, Yang Jiechi, e pelo vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli.

A participação destes ilustra a importância que a China atribui à sua crescente capacidade cientifica e tecnológica, que inclui a aterragem de uma sonda lunar na Lua, em 2013, um exército mais sofisticado e o voo inaugural do primeiro avião chinês de passageiros capaz de rivalizar com o Airbus ou a Boeing.

Segundo o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Pequim emitiu durante a reunião um relatório, denominado “A Causa da China para a Antárctida” e assinou acordos de cooperação com os Estados Unidos, a Rússia e a Alemanha. As alterações climáticas e o turismo estão também na agenda.

Na semana passada, investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, publicaram um estudo que descreve as “mudanças generalizadas e fundamentais” na península Antárctica, à medida que os glaciares derretem e mais áreas aparecem cobertas por musgo.

Representantes das nações que assinaram o tratado vão discutir como poderá ser feito a adaptação às mudanças. Mais de 38.000 turistas visitaram a Antárctida e áreas próximas, nos últimos dois anos, um aumento de 29 por cento, face há uma década, de acordo com dados divulgados pela Associação Internacional de Operadores Turísticos da Antárctida.

A República Popular da China é um dos países que mais tem contribuído para aquele aumento.

 

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