“Junho – Mês de Portugal” traz “diversificação em língua portuguesa”

João Caetano, Joaquim Furtado, Vhils e Rodrigo de Matos são alguns dos nomes avançados ontem na programação para 2017 de “Junho – Mês de Portugal”. O conceito, introduzido o ano passado, veio para ficar, assegurou o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Ontem, Vítor Sereno e restantes membros da comissão organizadora, reuniram-se com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a quem foi solicitado o “endosso” do Governo. O programa final é anunciado na próxima semana.

1.Sereno

Cláudia Aranda

A inauguração da exposição do artista urbano Alexandre Farto, conhecido nos meios artísticos como Vhils, a 31 de Maio, em associação com o Festival de Artes de Macau e o Instituto Cultural, marca o arranque do programa “Junho – Mês de Portugal”. A iniciativa foi ontem parcialmente revelada pelo Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vitor Sereno, que integra a comissão organizadora do certame. O programa vai prolongar-se até 2 de Julho, com exposições de artes plásticas, cinema, teatro, gastronomia, entre outras actividades.

Na música, o destaque vai para um “filho da terra”, João Caetano, que regressa ao território e ao Centro Cultural de Macau, para um concerto gratuito a 2 de Junho. Todas as actividades inseridas na programação têm cariz gratuito, sublinha Sereno.

O documentarista e jornalista Joaquim Furtado também se desloca a Macau no mês de Portugal, para abordar o seu percurso profissional. O nome do jornalista foi inicialmente avançado pela TDM – Rádio Macau e confirmado ao PONTO FINAL por Vítor Sereno.  No campo das artes plásticas está prevista uma exposição do cartoonista Rodrigo de Matos, residente em Macau. O Albergue SCM sugeriu o nome de um pintor, o qual só será revelado mais adiante.

A ideia de criar o “mês seis como o mês de Portugal”, à semelhança da iniciativa francesa “Le French May”, surgiu pela primeira vez no ano passado.

Vítor Sereno, enquanto cônsul-geral, Maria Amélia Antóno, presidente da Casa de Portugal, Ana Paula Cleto, delegada da Fundação Oriente e João Laurentino Neves, Director do Instituto Português do Oriente (IPOR) são os membros da comissão organizadora:  “Junho – Mês de Portugal, é um conceito que quero que perdure para sempre”, sublinhou Vítor Sereno.

O programa ainda não está fechado e a versão final só será revelada na próxima semana. Ontem, a comissão organizadora esteve reunida com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam: “Viemos aqui entregar um primeiro ‘draft’ do programa, queremos que Alexis Tam seja o primeiro convidado institucional deste ‘Junho – Mês de Portugal’ e viemos, no fundo, voltar a pedir o endosso do Governo e agradecer tudo o que tem feito por esta comissão”, afirmou Vítor Sereno.

O diplomata espera que a programação de “Junho – Mês de Portugal” venha a fazer parte do calendário de festividades da RAEM: “Foi o que nos foi dito, voltámos a receber este endosso e damo-nos conta que o Governo da RAEM vê, de facto, com muito bons olhos que o mês seis seja o mês de Portugal”, disse o Cônsul-Geral em conversa com os jornalistas, no final do encontro. “Creio que todos o serviços dependentes do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, seja a Direcção dos Serviços de Turismo, seja o Instituto Cultural – que vai organizar agora uma exposição do Vhils, à qual nós nos associamos e colocámos no programa oficial – estão de alma e coração neste projecto”, acrescentou Vítor Sereno.

A comissão organizadora conta com o apoio do Clube Militar e de várias empresas e outras entidades como a Livraria Portuguesa. No dia 10 de Junho, e à semelhança de anos anteriores, a residência consular, no antigo Hotel da Bela Vista, vai abrir portas a toda a comunidade. Em 2016, a residência recebeu “1150” convidados. Este ano, o Cônsul-geral, “espera muitos mais”:

“Desde que iniciámos as comemorações, são eventos de porta aberta, dirigidos, em primeira instância à nossa comunidade, mas são eventos abertos à cidade, para a Região Administrativa Especial, são eventos que trazem diversificação em língua portuguesa, isso para nós é fundamental”, acrescentou Vítor Sereno.

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