“Diversificação” ainda é a palavra de ordem para a indústria do jogo

A diversificação da economia assente em novas apostas por parte das operadoras de jogo foi um dos temas que estiveram ontem em destaque no segundo dia da G2E Asia. Paulo Martins Chan marcou presença no certame com uma intervenção em que elogiou a capacidade de recuperação económica de Macau.

1.Chan

O segundo dia de conferências da G2E Asia – Global Gaming Expo (Exposição Global do Jogo) ficou marcado pela discussão em torno das estratégias de “marketing e operações dos resorts integrados. O tema deu o mote a uma intervenção de Paulo Martins Chan, responsável pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), que abordou temas como o declínio das receitas brutas de jogo, a diversificação da economia assente no Plano Quinquenal de Desenvolvimento e nas linhas governativas do governo da RAEM e as novas infra-estruturas que deverão atrair um maior número de turistas ao território.

Paulo Martins Chan fez o contraste com o 10º aniversário da G2E Asia, celebrado no ano passado, durante o qual “o sector do jogo de Macau se encontrava a experienciar alguma turbulência com as receitas brutas de jogo a diminuírem pela primeira vez depois de terem disparado por muitos anos.” O director da DICJ salientou como este facto, aliado à contínua competição de outras jurisdições, foi encarado como uma “boa oportunidade de mudança e transformação.”

Desde então, Macau viu as receitas brutas do sector do jogo aumentar para valores nas ordem dos 83 mil milhões nos primeiros quatro meses de 2017. Durante o mesmo período chegaram a Macau mais de sete milhões e 800 mil turistas.

Martins Chan espera ver os números aumentar mais ainda com o estabelecimento de dois “resorts integrados” no Cotai até 2018, a construção do metro ligeiro e a inauguração da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, bem como a inauguração do Terminal do Pac On, que entra hoje em funcionamento. Além de serem factores de atracção turística ao território, o director espera que as novas infra-estruturas “ajudem a estabelecer Macau como um Centro Mundial de Turismo e Lazer”.

A diversificação da economia mereceu também uma referência da parte de Paulo Martins Chan que sublinhou os esforços do Governo em “encorajar as operadoras de jogo a desenvolver mais elementos não relacionados com o jogo”. Futuras colaborações com pequenas e médias empresas, restaurantes premiados e iniciativas culturais e criativas serão igualmente apoiadas: “Com a construção de novas infra-estruturas turísticas, que incluem hotéis mais em conta, parques temáticos e centros comerciais em larga escala, Macau está equipada para oferecer experiências turísticas incomparáveis a um leque cada vez mais alargado de turistas, caminhando para um desenvolvimento mais estável e sustentável” referiu Martins Chan.

Contudo, o responsável não deixou de sublinhar que o Governo iria continuar a “observar atentamente” as operações não relacionadas com o jogo dos casinos e quaisquer mudanças no “ambiente externo de jogo”.

 

 

Martins Chan acredita num “bom equílbrio” entre o jogo VIP e o mercado de massas

 

Em declarações aos jornalistas à margem da conferência, Paulo Martins Chan referiu que actualmente Macau apresenta “um bom equilíbrio” entre os proveitos gerados pelos “junkets” (promotores de jogo VIP) e o mercado de massas, perfazendo uma proporção de 53 por cento-47 por cento.

O responsável pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos anunciou ainda que desde que foram iniciadas este ano as auditorias aos “junkets”, 40 já foram submetidos ao escrutínio do organismo. “Alguns precisam de melhoramentos pelo que lhes dissemos para melhorarem o seu sistema contabilístico”, referiu Martins Chan.

O responsável pela DICJ defendeu as regulamentações implementadas em Macau tendo em vista o combate à lavagem de capitais e recordou as directivas implementadas no ano passado, que se aplicam não só às operadoras mas também aos intermediários: “A curto prazo não vamos ter novas medidas, vamos sim reforçar as operações das directivas de lavagem de dinheiro”, referiu Chan.

O desenvolvimento da indústria do jogo no Japão está a ser “monitorizado de perto” pela DICJ mas o director minimiza o impacto que este possa ter na economia de Macau: “Acho que eles ainda estão num fase muito preliminar pelo que ainda não existe nada de concreto.”

Paulo Martins Chan descartou ainda a possibilidade da integração em Macau de moedas digitais e do alargamento do mercado de jogo ao sector das apostas online.

 

CVN

 

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