Palácio Imperial Beijing: Governo vai esperar pelos tribunais para intervir no caso

Dez meses depois de ter sido encerrado, o Hotel Palácio Imperial Beijing continua a fazer correr muita tinta. Ontem, a directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, garantiu que o Governo não tenciona intervir até a justiça se pronunciar sobre um processo movido por várias agências de viagem, que exigem o pagamento de uma indemnização de cem milhões de patacas.

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O Governo não vai intervir no caso do Hotel Palácio Imperial Beijing, encerrado há 10 meses, garantiu ontem Helena de Senna Fernandes, responsável máxima pela Direcção dos Serviços de Turismo à margem da cerimónia de inauguração da edição de 2017 da Global Gaming Expo Asia. Senna Fernandes sublinhou que o Governo vai aguardar as decisões dos tribunais quanto aos vários processos judiciais pelos quais responde a empresa que geria a unidade hoteleira, noticiou a emissora em língua portuguesa da Rádio Macau.

Helena de Senna Fernandes manifestou o desejo de que o edifício se mantenha como uma unidade hoteleira. A responsável reconheceu, no entanto, que o caso teve um impacto negativo na imagem turística do território, ao deixar centenas de hóspedes de mãos a abanar: “O que vamos fazer é continuar a projectar uma imagem de confiança aos turistas internacionais”, disse a directora dos Serviços de Turismo, citada pela Rádio Macau. Senna Fernandes sublinhou ainda que o organismo que dirige não têm “competência” para influenciar o desenlace do caso.

No passado dia cinco, mais de 20 agências de viagem e empresários do ramo turístico anunciaram que tencionavam reclamar, através do recurso à via judicial, o pagamento de quase 100 milhões de patacas ao Hotel Palácio Imperial Beijing. A directora dos Serviços de Turismo apontou esta situação como um problema contratual entre ambos os lados relacionado com a recuperação do montante em dívida

O Hotel Palácio Imperial Beijing foi encerrado durante seis meses pelos Serviços de Turismo em Julho de 2016 para que pudesse proceder à correcção de irregularidades administrativas, de ameaças à segurança pública e à imagem da indústria turística que foram identificadas pela Direcção dos Serviços de Turismo. Contudo, em Janeiro deste ano, o organismo liderado por Senna Fernandes recebeu um pedido de cancelamento da licença do hotel por parte da empresa responsável pela gestão daquele equipamento turístico. A área do casino tinha sido encerrada em finais de 2015 com a justificação de que era necessário renovar o espaço.

Apesar de o caso do Hotel Palácio Imperial Beijing se prolongar quase há um ano, Senna Fernandes não deixou de salientar os mais de 375 mil turistas que visitaram Macau durante os feriados do Dia do Trabalhador, um aumento de 6,7 por cento comparado com o período homólogo de 2016. A taxa de ocupação hoteleira fixou-se em mais de 90 por cento durante o mesmo período,  com os hotéis do território a albergarem mais turistas da China Continental, mas também da generalidade dos outros países. A directora dos Serviços de Turismo sublinhou ainda que Macau conheceu um aumento de cinco por cento na chegada de visitantes durante o primeiro trimestre deste ano e o mesmo valor é esperado para o volume de turistas que deverão assomar a Macau até ao final do ano.

 

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