Coreia do Norte poderá estar por detrás de ataque informático

Especialistas do sector da segurança informática encontraram no código do vírus “WannaCry” semelhanças com o tipo de soluções que foram utilizadas em ciberataques lançados pela Coreia do Norte. Os responsáveis por alguns fabricantes de anti-vírus não afastam, no entanto, a hipótese de “hackers” de outros países se terem apropriado do método criado por Pyongyang para, por exemplo, atacar a Sony em 2014.

1.Attack

Funcionários dos serviços secretos norte-americanos e especialistas do sector privado suspeitam que piratas informáticos de Pyongyang estejam por detrás do ciberataque mundial que afectou cerca de 300 mil computadores, noticiou ontem o New York Times.

O jornal norte-americano indicou que alguns dos códigos utilizados pelo vírus ‘WannaCry’ coincidem com os utilizados em ataques informáticos norte-coreanos passados, como o que vitimou em 2014 a japonesa Sony, apesar de não ser uma prova definitiva do envolvimento de Pyongyang, já que piratas de outros países podem ter copiado o método.

A empresa californiana de segurança informática Symantec identificou numa versão de ‘WannaCry’, o código dos ataques ao banco central do Bangladesh em 2016, a bancos polacos no início do ano ou à Sony Pictures Entertainment em retaliação pelo filme “The Interview”, uma sátira do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

De acordo com o New York Times, funcionários dos serviços de informações norte-americanos têm os mesmos indícios que a Symantec, e investigadores, tanto da empresa Google, como da firma russa Kaspersky, confirmaram as semelhanças do código.

No entanto, todos indicaram que estas pistas não são definitivas.

O vírus ‘WannaCry’ propaga-se aproveitando uma vulnerabilidade do sistema operativo Windows, detectada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, cujos dados foram roubados em Abril por piratas informáticos.

O vírus limita ou impede aos utilizadores o acesso ao computador ou a ficheiros, exigindo ao proprietário um pagamento em troca de um código para resolver o problema.

O ataque afectou mais de 300.000 computadores em 150 países e foi de “um nível sem precedentes”, admitiu, no sábado, o Serviço Europeu de Polícia (Europol).

A China informou já existir uma mutação no vírus que restringe ainda mais o acesso aos equipamentos infectados. O ataque informático atingiu hospitais no Reino Unido, grandes empresas em França e Espanha, a rede ferroviária na Alemanha, organismos públicos na Rússia e universidades na China, entre outros serviços e instituições.

 

 

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