Três agentes das forças de segurança detidos por aceitarem subornos

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A Polícia Judiciária deteve no sábado três agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) por suspeita de associação criminosa e por receberem alegados subornos para facilitarem a saída ilegal do território de jogadores que se encontravam na RAEM em situação ilegal. Os agentes cobravam valores entre 60 mil a 100 mil dólares de Hong Kong por cada caso.

 

Elisa Gao

elisa.pontofinal@gmail.com

 

A Polícia Judiciária (PJ) informou ontem que deteve três agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) por suspeita de associação criminosa e aceitação de suborno para facilitarem a saída de pessoas de forma ilegal do território e facultarem informação relativas a entradas e saídas a jogadores.

De acordo com o Comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Leong Man Cheong, os três oficiais detidos no passado sábado, 13 de Maio, pertencem ao Serviço de Migração do Corpo de Polícia de Segurança Pública e ao Departamento Policial de Macau e são suspeitos de suborno e falsificação informática com vista a ajudar pessoas em excesso de estadia a saírem ilegalmente de Macau.

Os três agentes contavam com entre 16 a 22 anos de serviço na Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau. Além de alegado pagamento de suborno em dinheiro, os agentes terão aceitado, também, refeições gratuitas, bem como regalias em estabelecimentos de diversão nocturna.

De acordo com a PJ, um dos suspeitos, de apelido Wong, com cerca de 40 anos, é o líder da associação criminosa que  desde Junho de 2016. O agente tinha como colaboradores outros dois agentes, de apelidos Ho e Chong, com idades na casa dos 30 anos.

O grupo terá usado a sua posição e autoridade para aceder a informação privilegiada, de forma a exigirem o pagamento de subornos a apostadores que procuravam entrar em Macau de forma ilegal.

A operação de detenção foi levada a cabo no passado sábado. Na altura, a Polícia Judiciária deteve o oficial de sobrenome Chong no departamento de Migração, durante as horas de serviço.  Uma busca às viaturas e apartamentos dos agentes permitiu à Polícia Judiciária encontrar cerca de 390 mil dólares de Hong Kong em dinheiro, alegadamente produto do pagamento de subornos.

Os três oficiais terão usado os respectivos computadores de trabalho para forjarem, pelo menos, 53 vezes registos pessoais da entrada e saída de apostadores ilegais e divulgaram, pelo menos por  seis vezes, informação do departamento de migração relativa a algumas pessoas envolvidas e terão usado um veículo, por pelo menos cinco ocasiões, para facilitar  a saída de Macau de pessoas já em excesso de estadia no território. Por cada vez que facilitavam este serviço, os agentes cobravam entre 60 mil e 100 mil dólares de Hong Kong.

A Polícia Judiciária capturou Wong num restaurante no Cotai, enquanto jantava com indivíduos da China Continental e de Taiwan, alegadamente cúmplices nas operações.

Na operação a Polícia Judiciária deteve um total de 11 indivíduos para investigação, procedendo a uma busca nos respectivos quartos de hotel, tendo encontrado drogas e 700 mil dólares em dinheiro, alegadamente resultantes do pagamento de suborno por parte dos indivíduos ajudadas pela associação criminosa.

Na mesma operação, dois indivíduos de Taiwan, entre os 11 detidos, de sobrenomes Lin e Shen, com cerca de 60 anos, foram presos por tráfico ilícito e consumo de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas. No quartos dos indivíduos, a Polícia Judiciária apreendeu 22 cigarros de marijuana, pesando cerca de 19,1 gramas, uma quantidade de 99,9 gramas de cannabis e 28 comprimidos de ecstasy,  equivalentes a 8,2 gramas, com um valor de venda que totaliza as 67,600 patacas.

Os três agentes das forças de segurança são suspeitos de associação criminosa, corrupção passiva para actos ilícitos e falsificação informática. No caso dos agentes de apelidos Wong e Chong, a Polícia Judiciária disse que havia provas de que ajudaram pessoas a sair ilegalmente de Macau, assim como de terem divulgado informações de entrada e saída, incorrendo em violação de segredo profissional.

 

 

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