Defesa critica “provas mais fracas em 20 anos”. Ministério Público não se ficou  

 

 

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O ambiente entre o Ministério Público e a defesa de Ho Chio Meng conheceu ontem momentos de tensão no Tribunal de Última Instância.  Os representantes do Ministério Público sentiram-se incomodados com as alegações e o procurador-adjunto Chan Tsz King pediu a palavra para “esclarecer o público”.

O mal estar entre ambas as partes começou na passada sexta-feira, quando a defesa colocou em causa a imparcialidade do Ministério Público para investigar o antigo “chefe”. A advogada Oriana Pun apontou que a investigação devia ter sido feita por uma equipa independente, criada pelo Chefe do Executivo, para não haver dúvidas sobre eventuais benefícios ou prejuízos para o arguido.

Porém, foi o facto de Oriana Pun ter mencionado as provas mais fracas apresentadas nos tribunais da RAEM que visivelmente incomodou Chan Tsz King e Kuok Un Man: “Em 20 anos, mesmo quando era tradutora nos tribunais, nunca vi um processo com provas tão fracas. Como é possível dizer que existe burla, mas não se provar o dolo?”, justificou.

A advogada questionou também como é que durante 15 anos foram cometidos 1536 crimes, sem que ninguém fizesse qualquer denúncia: “Durante tantos anos nunca ninguém deu pelo problema? Estamos a falar de um departamento com especialistas e pessoas conhecedoras do Direito”, apontou. “Acordaram um dia e lembraram-se que tinham sidos cometidos mil e tal crimes? Se houvesse provas dos crimes teria havido denúncias”, frisou.

Por sua vez, Chan Tsz King disse que investigação foi feita de acordo com a lei, passando depois ao ataque: “É incompreensível ouvir esta injustiça da boca da advogada, com a experiência que tem”, afirmou.

O representante do Ministério Público sublinhou depois a imparcialidade do órgão judicial e reprovou Oriana Pun: “As suas declarações causam danos ao CCAC e ao Ministério Público. Espero que a advogada possa usar outras palavras para falar do Ministério Público com respeito”, rematou.

Em resposta, Oriana sublinhou respeitar todas as instituições, mas que o facto do Ministério Público ter de investigar um antigo funcionário, que foi o líder, levanta dúvidas legítimas sobre a sua imparcialidade.

 

J.S.F.

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