Poder do Povo remete carta a Zhang Dejiang e aponta falhas ao Executivo

 

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A associação Macau People’s Power entregou ontem no Gabinete de Ligação uma carta endereçada ao presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhang Dejiang, que se encontra de visita a Macau, alegando que este deve conhecer melhor o enquadramento social do território. O organismo elenca cinco pontos para os quais pretende atrair a atenção do também membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista da China, como o imperativo de se reduzir o número de trabalhadores migrantes, o atraso nas obras da Zona A dos novos aterros ou as derrapagens registadas na construção de obras públicas

Alega o organismo que, na visita de figuras de Estado ao território, o Governo fecha algumas áreas e recorre a figurantes para que as principais figuras de Estado não tenham acesso aos residentes. O organismo aconselha Zhang Dejiang a circular pela cidade, fora do roteiro estabelecido, “para ver a situação real e o sofrimento em Macau”.

A Macau People’s Power queixa-se que, mesmo com a conclusão de grandes obras, os trabalhadores da construção civil migrantes continuam a ser mais de 100 mil, “reduzindo as oportunidades de emprego para os trabalhadores locais”. Os responsáveis pela Associação pedem, por isso, que seja analisada a situação laboral dos operários locais, e que seja reduzido, no curto prazo, o número de trabalhadores migrantes para menos de 150 mil.

Num terceiro ponto, o organismo centra atenções na promessa feita pelo Chefe do Executivo, relativa à construção de 28 mil fracções de habitação pública na Zona A dos novos aterros. A associação lembra que, ao fim de três anos, as obras nos aterros não estão concluídas, tal como as habitações em causa. A Poder do Povo insta o Executivo a avançar com a construção das fracções assim que os trabalhos na Zona A estejam concluídos, tal como apela à reabertura dos processos de candidatura a habitação económica.

A associação aponta baterias também ao que diz ser as continuadas derrapagens nas obras públicas e aponta mesmo a inexistência de um sistema de responsabilização em Macau, que diz ser necessário implementar. Por último, a Macau People’s Power acusa o Governo de ser há muito constrangido pelo facto do Chefe do Executivo ser eleito por um pequeno círculo de residentes, “o que resulta em conluios e transmissão de interesses”. O organismo acredita, por ssio, que é fundamental promover o sufrágio universal, tanto na eleição da Assembleia Legislativa (AL), como do Chefe do Executivo, de modo a que “as políticas do Governo representem a expectativas dos cidadãos e que a Assembleia Legislativa reflicta totalmente a opinião pública e supervisione o Governo”. Defende a associação que Chui Sai On deve cumprir a promessa eleitoral de promover um sistema eleitoral democrático ainda neste mandato.

 

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