Lusophone Film Fest deverá manter-se em Macau trimestralmente

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A Casa Garden acolhe a 13 e a 14 de Maio, a partir das 19 horas, a primeira edição do Lusophone Film Fest Macau. A mostra de cinema lusófono estreou-se em 2013, no Quénia, por iniciativa de Inusso Jamal e Pedro Matos, e já passou por Zanzibar, Banguecoque, Sidney e Phnom Penh. Com o intuito de divulgar a produção fílmica dos países de língua portuguesa, a mostra deverá estender-se ao longo de todo o ano na Fundação Oriente, com uma periodicidade trimestral.

“Este festival foi criado por mim e um amigo meu, o Pedro Matos, um português que trabalha para as Nações Unidas. Estávamos os dois expatriados em Nairobi e a ideia era criar uma mostra de cinema”, contextualiza Inusso Jamal, a partir de Banguecoque, onde reside. O moçambicano, proprietário de uma empresa de consultoria, explica o que motivou a criação de um evento focado na cultura de expressão lusófona: “Achamos que seria oportuno fazer divulgação dos filmes produzidos nos países da CPLP, para dar a conhecer a cultura destes países e difundir a língua portuguesa em vários locais do mundo”, explicou, em declarações ao PONTO FINAL.

O arranque da iniciativa aconteceu em 2013, em Nairobi, a que se seguiram Zanzibar, Banguecoque, Sidney e Phnom Penh. O intuito dos fundadores passa por prolongar a presença da mostra em cada território: “Queremos que estas mostras sejam permanentes, que seja algo que a gente continue a manter. Se encontramos alguém que esteja interessado em dar continuidade ao Fest, então fica co-organizador”.

Em Macau, a mostra deverá ter uma periodicidade trimestral e conta já com o apoio da Fundação Oriente, que cede a sala para a projecção dos filmes: “A ideia é fazer isto numa base trimestral. Numa primeira fase estará a título experimental. Mas a Fundação Oriente, sim, está disponível a continuar com a parceria durante o ano todo”, revela Jamal.

Projectados, a 13 de Maio, serão os filmes “Feral”, de Cabo Verde, “Macau sâm assi”, de Macau, e “A Ilha dos Espíritos”, de Moçambique. A 14 de Maio, apresentam-se “Dodu, O Rapaz de Cartão”, de Portugal, e “A Guerra da Beatriz”, a primeira longa-metragem produzida por Timor-Leste, todos com legendagem em inglês e entrada livre: “Olhando para a representatividade geográfica dos países da CPLP, achamos bom que pelo menos cinco países estivessem representados. Mas fundamentalmente estávamos a olhar para Timor-Leste, por ser o país que está representado no Sudoeste Asiático. Este é o primeiro filme de Timor-Leste, achamos que seria oportuno fazer o seu lançamento também em Macau”, conta.

O Lusophone Film Fest, que nasce de uma parceria com as produtoras, que disponibilizam os filmes gratuitamente, deverá chegar ainda este ano a Lisboa. Inusso Jamal pretende levar depois a mostra a “Hong Kong, Malaca, Japão, Goa e Timor”. S.G.

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