Fundação Rui Cunha quer recorrer a parcerias privadas para prosseguir objectivos

A Fundação Rui Cunha assinalou ontem o quinto aniversário com a satisfação de ter conquistado uma imagem de competência e de credibilidade. O futuro passa por uma estratégia de sustentabilidade a longo prazo, o que implica contenção de custos com recurso a parcerias com entidades privadas, disse Rui Cunha ao PONTO FINAL.

1.Rui Cunha

Texto de Cláudia Aranda

Fotografias de Eduardo Martins

Competência, capacidade e credibilidade. Assinalou-se ontem o quinto aniversário da Fundação Rui Cunha e, na opinião do fundador e presidente da instituição, foram cumpridos os objectivos da primeira etapa de vida instituição: “Hoje temos uma imagem de credibilidade que nos é dada, não só pelo número, como pela qualidade dos trabalhos que fomos mostrando e dos objectivos que fomos atingindo”, afirmou ao PONTO FINAL o advogado Rui Cunha.

“Durante cinco anos mostrámos aquilo que éramos capazes de fazer para criar a imagem de credibilidade e de capacidade de dar respostas às necessidades e ao cumprimento dos objectivos que a Fundação definiu nos seus estatutos e que sempre anunciou como sendo prosseguir os interesses de Macau”, explicou.

O futuro agora passa por uma estratégia que garanta a sustentabilidade a longo prazo da instituição e por contenção de custos, acrescentou o advogado: “A pensar na sustentabilidade da Fundação vamos fazer uma ligeira inflexão, vamos procurar seleccionar e procurar parcerias que nos possam minorar os custos, quer das exposições e dos eventos musicais, quer das publicações”, adiantou o presidente da entidade.

O quinto aniversário da Fundação Rui Cunha foi assinalado com um programa radiofónico realizado em directo a partir do estúdio móvel da Rádio Macau montado nas instalações do organismo, na Avenida da Praia Grande. O PONTO FINAL falou em exclusivo com o fundador e presidente da instituição.

A Fundação Rui Cunha vai manter como prioridade a publicação e divulgação do conhecimento sobre direito, agora com recurso a parcerias com “bancos, companhias seguradoras, grandes e pequenas companhias de Macau e algumas instituições ligadas ao direito”. Rui Cunha sublinhou que a fundação “não vive de subsídios”, que até agora nunca pediu nem recebeu subsídios, que também não dá nenhum subsídio, pelo que é necessário fazer contenção de custos. As actividades culturais vão, no entanto, continuar a ser organizadas, assegurou o causídico: “Se conseguirmos, esse vai ser o vector de actuação da Fundação, uma procura permanente de parcerias para eventos e programas de realizações que perdurem no tempo”, sublinha.

 

Divulgação de direito de Macau é crucial

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Para Rui Cunha “a publicação de livros de Direito é uma das maiores necessidades que Macau tem neste momento”: “Se se pretende manter um sistema legal, próprio e único, nós só temos uma possibilidade: é de trabalhar sobre esse sistema e mostrarmos que aqui as coisas funcionam e podem ter no futuro a segurança e oferecer a credibilidade junto da República Popular da China e da comunidade internacional”, sublinhou o advogado.

Um dos objectivos da Fundação passa pela publicação de edições bilingues, em língua chinesa e portuguesa, ou trilingues, que incluam o inglês, o que encarece bastante as publicações: “O interesse e a importância de publicar também em língua chinesa vem da possibilidade de nós procurarmos mandar esses trabalhos para conhecimento de todos os que usam e praticam a língua chinesa. Já não falo só na República Popular da China (RPC), mas também em Singapura.Há muitos profissionais que dominam o chinês, na Malásia também, e isso leva a que haja uma ideia de que Macau tem um sistema legal próprio e que interessa preservar”, reitera Rui Cunha.

O advogado explicou ainda que quando há procura a Fundação faz envio de livros. “Com a República Popular da China segue um caminho especial, dado que a publicação de obras no estrangeiro e em Hong e Kong e Macau obedece a critérios adoptados no país, e isso leva a que essa difusão seja mais lenta. Mas, temos e estamos a trabalhar no sentido da aproximação maior com a China, de nós conhecermos todo o sistema legal da China, mas também dar a conhecer à RPC, às instituições, às universidades e a todos os profissionais de direito que Macau possui neste momento um direito, um sistema legal próprio que cobre todas as necessidades aqui existentes”, remata.

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