De escudo e espada na mão. Washington tenciona reforçar presença na Ásia-Pacífico

A hipótese foi ontem avançada por Mike Pence durante a visita de estado que efectuou ao Japão. A bordo do porta-aviões Ronald Reagan, o vice-presidente norte-americano voltou a deixar recados a Pyongyang, mas também a Pequim.

1.Pence

O vice-presidente dos Estados Unidos da América, Mike Pence, afirmou esta quarta-feira que o país vai “reforçar a presença na Ásia-Pacífico e estará “sempre com escudo e espada preparados”, num discurso proferido no porta-aviões USS Ronald Reagan, no Japão.

O “número dois” da Administração de Donald Trump sublinhou a força da aliança entre Washington e Tóquio, e voltou a alertar que Washington responderá de forma “eficaz e esmagadora” a qualquer ataque, em especial da Coreia do Norte, durante o segundo e último dia da visita ao Japão.

“A Coreia do Norte é actualmente a ameaça mais urgente e grave para a paz e a liberdade na região”, destacou Mike Pence, durante a visita ao porta-aviões de propulsão nuclear “Ronald Reagan”, estacionado no porto da base japonesa de Yokosuka, o maior quartel marítimo norte-americano na região.

A nova administração norte-americana “buscará sempre a paz, mas também manterá sempre o escudo em guarda e a espada preparada”, alertou Pence, cuja viagem asiática acontece num momento de grande tensão na península coreana devido aos constantes testes de armamento de Pyongyang.

Washington informou ter enviado há dez dias outro porta-aviões, o “Carl Vinson”, para a península como resposta a um teste balístico norte-coreano, mas o navio ainda está longe das águas do mar do Japão.

“Sob a presidência de Trump, os Estados Unidos vão reforçar a presença na Ásia-Pacífico, e o Japão desempenhará também um papel mais amplo na região”, afirmou o vice-presidente norte-americano, no discurso proferido perante a tripulação do “Ronald Reagan”.

Pence acrescentou que os Estados Unidos vão empregar “toda a capacidade militar na proteção do Japão, incluindo às ilhas Senkaku”.

O vice-presidente destacou o compromisso da Administração Trump na defesa das remotas ilhas (Senkaku para o Japão, Diaoyu para a China), administradas por Tóquio, mas reclamadas por Pequim e foco de frequentes conflitos entre os países vizinhos.

Após a visita ao porta-aviões, o “número dois” da Casa Branca participou numa reunião em Tóquio com empresários norte-americanos e japoneses, antes de se deslocar à base aérea e naval de Atsugi, última etapa no Japão.

A partir desta base, a sul de Tóquio, Pence partiu ao final da tarde para Jacarta, e finalmente para a Austrália, último destino da deslocação à Ásia e Pacífico.

 

 

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