Reinventar um novo jazz a partir do hip-hop

O “beatmaker” japonês Tajima Hal é o primeiro de uma série de artistas que a associação de arte e cultura “Comuna de Han-Ian” planeia trazer a Macau para “quebrar o tabu” que os jovens locais, supostamente, nutrem em relação ao jazz. O primeiro concerto do evento “Han-Ian New Jazz Series” decorre no sábado, 22 de Abril, às 21h, no LMA.

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Cláudia Aranda

 

Tajima Hal parte do hip-hop para reinventar o jazz usando sonoridades que extrai de velhos discos de vinil, de diálogos de filmes ou mesmo da rádio, para transformá-los em música jazzy com uma batida de hip-hop como fundo , dando forma aquilo que alguns consideram o universo de um novo tipo de música jazz.

“Quando falamos em música jazz as pessoas em Macau acham sempre que é música para velhos. Como ouvimos falar de muitos artistas no mundo que estão a tentar fazer o jazz soar de forma mais contemporânea e colocar a música jazz na moda, novamente, pensámos que seria interessante trazer alguns destes artistas a Macau e reintroduzir uma nova forma de jazz para os mais jovens e os locais, foi assim que surgiu esta ideia de lançar estas séries”, disse ao PONTO FINAL Penny Lam, promotor do evento “Han-Ian New Jazz Series”.

As séries de concertos de novo Jazz “Han-Ian New Jazz Series (Volume One)” arrancam no sábado, 22 de Abril, pelas 21h, no espaço da Associação de Música ao Vivo – Live Music Association (LMA), no número 50 da Avenida Coronel Mesquita.

Os organizadores pretendem trazer mais dois ou três artistas ainda este ano a Macau, para actuarem no mesmo recinto: “Temos nomes grandes em vista, mas ainda não temos a confirmação, mas queremos focarmo-nos nos artistas da Ásia. Desta vez é o Japão, da próxima, talvez, venha alguém de Taiwan ou da Coreia”.

O segundo artista desta série deverá actuar em Agosto, mas tudo vai depender do sucesso desta primeira iniciativa de sábado”, acrescentou o promotor do evento.

O jazz que a associação de arte e cultura “Comuna de Han-Ian” quer divulgar “não é o tradicional”: “Queremos ter uma mistura, que tenha os elementos jazzy, mas queremos coisas novas, este é o critério que queremos estabelecer”, clarificou Lam.

Tajima Hal nasceu no Japão, onde vive actualmente, mas foi na Europa que iniciou a sua carreira. De regresso ao Japão, tornou-se conhecido por misturar hip-hop, música electrónica, sons e músicas existentes para obter novas sonoridades de jazz: “Ele é como um verdadeiro músico que usa diferentes instrumentos para tocar a sua música, que ele executa ao vivo, perante o público, é o que o faz tão especial. As pessoas vão poder ver no sábado como ele toca e constrói a sua música”, frisou Penny Lam.

Depois do último lançamento em Fevereiro de 2017 – “Fine Selection” (disponível em https://tajimahal.bandcamp.com/) – , os organizadores do evento esperam que Tajima Hal apresente um novo “set” ao vivo na sua estreia em Macau, com a inclusão de novos materiais. No Japão, Tajima Hal é, também, produtor musical e é conhecido por tocar em festas e eventos ao vivo em Tóquio com outros beatmakers nipónicos como Lidly, Bugseed, Pigeondust, ill.sugi, Youtaro.

Para o concerto de sábado, os bilhetes podem ser adquiridos por 100 patacas antes do dia do concerto – no Che Che Cafe e no Terra Coffee House – ou, no próprio dia, à porta do LMA, por 130 patacas.

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