Monge tibetano imola-se pelo fogo em Sichuan

A denúncia foi feita pela organização não governamental Free Tibet. Um monge tibetano ter-se-á imolado pelas chamas na localidade de Ganzi, na província de Sichuan. A Free Tibet, que luta pela independência da região, diz que desde 2009 foram 148 os religiosos que se imolaram em protesto contra o domínio chinês no Tibete.

1.Arquivo

Foto: Arquivo.

Um monge budista tibetano imolou-se pelo fogo na província de Sichuan, em pleno centro da República Popular da China, num aparente protesto contra o domínio de Pequim sobre o Tibete, anunciou esta segunda-feira um grupo que defende a independência da região.

O monge terá ateado fogo a si próprio numa praça pública em Kardze, localidade também conhecida como Ganzi, na província de Sichuan, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Free Tibet, uma organização independentista com sede no Reino Unido.

O homem foi levado pelas autoridades chinesas de seguida, não se sabendo se terá sobrevivido. De acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), uma pessoa que atendeu o telefone na esquadra de polícia local afirmou desconhecer o caso.

Um vídeo, alegadamente do incidente, difundido no Youtube mostra dois homens a usar um extintor no que parece ser um corpo rodeado por pessoas.

A organização não governamental obteve o vídeo a partir de uma testemunha que o colocou nas redes sociais, de acordo com o porta-voz da ONG, John Jones.

Caso se confirme tratar-se de uma imolação, será o 148.º caso envolvendo um tibetano, desde 2009, indicou a Free Tibet, acrescentando que pelo menos 125 monges morreram depois de se imolarem pelo fogo.

O Tibete é atualmente uma das regiões autónomas da República Popular da China, com os locais a argumentarem que a região foi durante muito tempo independente, até à ocupação por tropas chinesas em 1951.

As autoridades de Pequim argumenta que a região, que tem uma área equivalente ao dobro da Península Ibérica é, há séculos, parte do território chinês.

Os casos de imolações pelo fogo atingiram o número máximo em 2012, quando se registaram 83 incidentes do género, afirmou Jones. As dificuldades em aceder à região tornaram mais difícil conhecer com exactidão casos posteriores.

Antes de se imolarem, muitos dos tibetanos gritaram pela independência do Tibete ou rezaram pelo regresso do actual 14.º dalai-lama Tenzin Gyatso – líder político e espiritual dos tibetanos – que Pequim acusa de ter “uma postura separatista”, e vive exilado na vizinha Índia, na sequência de uma frustrada rebelião contra a administração chinesa em 1959.

 

 

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