Português detido por fingir ser agente da PSP para não pagar entrada em bar

Um cidadão português, de 50 anos, funcionário dos Serviços Correccionais, foi detido por fingir ser agente da PSP para evitar o pagamento de entrada num bar no Cotai. A situação aconteceu mais do que uma vez até ser descoberto. O arguido arrisca uma pena que pode ir até aos dois anos e seis meses.

João Santos Filipe

Um cidadão português, com cerca de 50 anos, foi detido e entregue ao Ministério Público após fazer-se passar por agente da Polícia de Segurança Pública para evitar pagar a entrada de 400 patacas num bar no Cotai. Uma situação que, de acordo com informação da PSP fornecida ao PONTO FINAL, o funcionário dos Serviços Correccionais repetiu por mais do que uma vez.

O caso, que envolve um suspeito identificado como Manuel, foi anunciado ontem mas detectado a 25 de Março, depois das autoridades terem recebido uma queixa do proprietário do bar devido a uma discussão com o homem de nacionalidade portuguesa.

Na altura de entrar no estabelecimento, e poupar a quantia de 400 patacas, o cidadão apresentava um cartão de licença de porte de arma de defesa, que tem o símbolo da polícia, o que lhe permitia enganar o pessoal do estabelecimento. Além disso, fazia-se acompanhar por um alegado advogado e dizia aos trabalhadores no local que conhecia o dono do estabelecimento, pelo que poderia entrar sem pagar.

No passado dia 25 de Março, o dono do estabelecimento e o funcionário público tiveram uma discussão. Na sequência dessa situação, o proprietário decidiu apresentar uma queixa junto da PSP.

Na altura da investigação, Manuel ainda negou ter utilizado o cartão para entrar sem pagar. Só que, ao analisarem as imagens de videovigilância, as autoridades viram o português a mostrar a licença de porte de arma.

Crimes com penas de 6 meses e 2 anos

De acordo com a informação oficial prestada ao PONTO FINAL, o suspeito foi ontem presente ao Ministério Público, estando acusado da prática dos crimes de “burla relativa a seguros e para obtenção de alimentos” e de “usurpação de funções”.

No primeiro crime, e tendo em conta que o benefício foi o não pagamento da entrada, a pena pode ir até aos seis meses ou pagamento de uma multa de 60 dias. Já quanto à usurpação de funções, Manuel pode enfrentar uma pena que pode ir até aos 2 anos, ou o pagamento de multa até 240 dias.

No primeiro momento em que a informação começou a circular nos órgãos de comunicação social em língua chinesa, o bar foi definido como um local onde se assistia a striptease. Porém essa informação acabaria por ser alterada, horas mais tarde.

Em reacção a este caso, a Direcção dos Serviços Correccionais emitiu um comunicado a confirmar a notícia, explicando que Manuel pertence ao pessoal civil da tutela. A DSC prometeu igualmente dar a maior atenção ao caso e cooperar com a investigação.

“A DSC presta elevada atenção ao caso e toda a colaboração aos respectivos órgãos executores da lei para os trabalhos de investigação, sendo que, será instaurado um processo de inquérito disciplinar contra o mesmo”, informou.

“A DSC tem dado sempre grande importância à disciplina e ética do pessoal, pelo que não vai tolerar o trabalhador que viola a lei e as regras de conduta, sendo tratado o caso com firmeza nos termos da lei”, acrescentou.

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