Custos da 1ª fase do metro ligeiro aproximam-se dos 10 mil milhões de patacas

Governo garante que a despesa está de acordo com as previsões. E reafirma que não vai haver problema para o metro passar na ponte Sai Van.

Joana Figueira

A Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas reuniu ontem para discutir a situação actual das obras do metro ligeiro. Os deputados tiveram espaço para fazer chegar ao Governo, representado na reunião pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, as suas preocupações relativamente à segurança da passagem do metro ligeiro no tabuleiro inferior da Ponte de Sai Van e o “grande encargo” que a linha da Taipa implica para o erário público. No encontro, Raimundo do Rosário avançou que os gastos com as obras da primeira fase do projecto já atingiram os 9,2 mil milhões de patacas.

“O Governo disse-nos que o custo está dentro das previsões porque, na altura, fez uma avaliação e a previsão é de 11 mil milhões de patacas. Hoje, adiantou-nos mais uma informação: o dinheiro gasto já atingiu os 9,2 mil milhões de patacas”, disse Ho Ion Sang, presidente da comissão, aos jornalistas, acrescentando que os deputados estão apreensivos quanto ao custo da construção da linha da Taipa, no qual se inclui a despesa da obra do Parque de Materiais e Oficinas destinado a todo o traçado.

A questão da capacidade da ponte em suportar o peso das carruagens do metro foi, mais uma vez, alvo de discussão. Ho Ion Sang afirmou que “os deputados estão preocupados com a extensão da linha da Taipa até à Barra” e defendem que, para a concretização deste segmento, “há que efectuar obras de aperfeiçoamento do tabuleiro inferior da Ponte de Sai Van.”

No entanto, de acordo com o deputado, o Governo garantiu que “não há problema a nível de segurança se o metro ligeiro passar pela Ponte de Sai Van”. Em 2010, a “Mitsubishi venceu o concurso [para o fornecimento do material de circulação do metro ligeiro] e sabemos que o peso das carruagens fornecidas por esta empresa é mais leve. Também sabemos que o Governo incumbiu uma empresa de consultoria para fazer um estudo para ver se a ponte está em condições para suportar o peso do metro ligeiro. O Governo disse-nos que está tudo OK”, explicou Ho Ion Sang.

Ao relatório, no entanto, ainda ninguém teve acesso para além do Executivo. Nem mesmo a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, que pondera pedir ao Governo que faculte as informações incluídas no documento.

O prazo estabelecido para a conclusão da primeira fase do projecto do metro ligeiro mantém-se: 2019. Raimundo do Rosário disse ao jornalistas, após a reunião, que, neste momento, as prioridades do Governo são a linha da Taipa, a ligação à Barra e o segmento de Seac Pai Van, bem como a criação da concessionária de serviço público que ficará “encarregue do projecto, da construção e da operação do metro.” O secretário afirmou ainda que vai levar algum tempo até que se decida quem fará a gestão da empresa e que, “numa fase inicial, é pouco provável” uma parceria com o sector privado.

Quanto ao traçado da península de Macau, Raimundo do Rosário garante que o percurso “será feito no momento apropriado” e que não se justifica actualizar os estudos e consultas sobre a secção de Macau, uma vez que a prioridade é concluir a parte da Taipa, Coloane e Barra.

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