Associação dos Macaenses quer “ir mais longe”

Com a reabertura da sua sede, a Associação dos Macaenses (ADM) entra agora numa nova etapa, que deverá passar pelo retomar dos workshops realizados no passado. A instituição prepara-se para introduzir ajustes no montante das quotas e da jóia de inscrição dos sócios, o que será discutido já na próxima assembleia geral. Sem querer enveredar por grandes projectos, o presidente da ADM diz-se disponível para acolher desafios que se enquadrem nos propósitos da associação.

Sílvia Gonçalves

Depois de dois anos fechada para obras profundas de requalificação, a sede da Associação dos Macaenses (ADM) reabriu este sábado. Miguel Senna Fernandes fala numa nova fase da instituição, agora com condições para ir mais longe, e assume o desejo de retomar os workshops organizados no passado, estando já a recolher propostas. A nova etapa, conta o presidente da ADM, pressupõe ajustamentos generalizados, inclusive do valor das quotas e da jóia de inscrição dos sócios. A reabertura da cantina acontece hoje, mas até Maio só os sócios poderão aceder a um dos poucos espaços que servem cozinha macaense no território.

“Não há nenhuma iniciativa prevista por ora, vamos discutir, vamos ver o que vamos fazer. Mas é certo que vamos retomar certo tipo de workshops. Nós antigamente tínhamos workshops de culinária, de trabalhos manuais e tudo o mais. Em princípio está na calha esse tipo de atividades, o quê especificamente ainda não está decidido. Há pessoas que já nos enviaram propostas para workshops, vamos olhar para aquilo e ver”, contou Miguel Senna Fernandes ao PONTO FINAL.

Com a nova sede, assegura o presidente da ADM, será possível injectar uma nova dinâmica e chegar mais longe nos propósitos da instituição: “A ADM vai retomar naturalmente a sua dinâmica, tem sido uma associação muito activa por envolver muitas pessoas. A ADM não é só cantina, as pessoas falam muito da cantina, mas não é, e não quer ser, só cantina. O que se pode esperar desta nova fase da ADM é que será mais viva”, garante. E as instalações exercem uma influência decisiva: “Nós ficámos praticamente coxos, justamente porque a sede constitui o fundamental para toda a logística. Não podíamos trilhar por outros caminhos por não conseguirmos fazer nada. Agora, com a sede que temos, temos condições para irmos mais longe”, admite Senna Fernandes.

A nova etapa da associação implica um reajustamento que toca, inclusive, as quotizações dos sócios: “Havemos de submeter isto numa assembleia geral, há muita coisa que temos de actualizar. É uma nova faceta, uma nova filosofia para a ADM. Queremos que os sócios se mantenham, mas a ADM precisa de uns ajustes pontuais. Uma das coisas é precisamente o valor das quotas, a jóia de inscrição, tudo tem que ser ajustado”. E quantos sócios tem actualmente a associação? “São quatrocentos e tal que nós consideramos sócios. Aqueles que estão registados, em termos formais, vai até mil e tal. Quatrocentos e tal são os que efectivamente aparecem, que exercem os seus direitos. Há sócios que têm a sua inscrição suspensa por não pagarem as quotas, são muitas pessoas. Não existe ainda na ADM o sistema de exclusão, pelo menos na prática, a exclusão automática. Até agora não excluímos ninguém por falta de cumprimento”, garante.

Depois de um alargado período de obras – cujo custo foi de “cerca de dois milhões de patacas”, coberto “praticamente todo” pela Fundação Macau – é também a cantina da instituição que regressa à actividade, com o habitual enfoque na cozinha macaense. Para já, o espaço só está disponível para os sócios da ADM: “Tudo é novo nas instalações da ADM, e neste momento há que continuar a testar as coisas, sobretudo para o universo de utentes que se espera lá. Por enquanto vamos ter calma, vamos limitar o número de utentes para os sócios, esses terão a prioridade, mas depois vai ser como antigamente”. E quando será a cantina aberta ao público em geral? “Temos esta fase, chamemos-lhe experimental, neste mês, ou então até Maio. A partir daí vamos admitir mais pessoas”. O que não impede, ainda assim, que os sócios se façam acompanhar de quem não o é, assegura o dirigente: “À cantina os sócios podem levar até dois convidados. Uma pessoa não ser sócia e ir por si só, por ora, não vamos deixar. A ideia é mesmo para vincar que quem tem prioridade são os sócios. O nosso preçário tem preços para sócios e para não sócios, vai entrar em vigor amanhã [hoje]”.

O presidente, reeleito em 2016, acredita num mandato mais estimulante, alavancado pelo retomar de actividades da instituição: “Como já temos a casa quase arrumada, a direcção vai ter um mandato bastante interessante, novamente com as actividades, vai ser bom. Nada de grandes ideias, grandes projectos. A ADM, por outro lado, não recusa um desafio. Está tudo em aberto, se alguém desafiar a ADM com projectos que tenham a ver com os seus propósitos e finalidades associativas, por que não equacionar?”, assume Senna Fernandes.

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