China reabre embaixada na capital são tomense

A representação diplomática da República Popular da China em São Tomé e Príncipe reabriu na segunda-feira, depois de ter estado de portas fechadas durante quase duas décadas. No final do mês, o primeiro-ministro são tomense, Patrice Trovoada, deve visitar a China, numa deslocação que deverá ficar pautada pela assinatura de um acordo de cooperação entre ambos os países.

1.Telanon

A República Popular da China reabriu esta segunda-feira a sua representação diplomática em São Tomé e Príncipe. A embaixada chinesa no pequeno arquipélago equatoriano estava encerrada há 19 anos e reabriu anteontem, pouco mais de três meses depois de Pequim reatar relações diplomáticas com São Tomé e Príncipe, anunciou o encarregado de negócios chinês Wang Wei.

“O governo chinês atribui grande importância no desenvolvimento das relações com São Tomé e Príncipe e gostaria de aprofundar a colaboração pragmática em todos os domínios, na base do princípio de uma só China e respeito mútuo”, disse o diplomata chinês. “A China está disposta a apoiar dentro dos limites das suas capacidades os esforços de São Tomé e Príncipe em busca do desenvolvimento económico e social e do melhoramento do bem-estar do seu povo e do melhoramento da capacidade do auto desenvolvimento sustentável”, acrescentou.

A reabertura da Embaixada da República Popular da China em São Tomé materializa-se depois de na semana passada o país ter sido formalmente admitido no Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Páises de Língua Portuguesa na qualidade de membro de pleno direito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades são-tomense, Urbino Botelho que descerrou, juntamente com Wang Wei, a placa da representação diplomática, disse que o acto “decorre da determinação” dos dois países e “evidencia a importância” que atribuem ao relacionamento bilateral no plano interno e internacional: “Sentimos, assim, orgulho de voltar a fazer parte do conjunto de países que mantêm a cooperação com a República Popular da China, integrando, deste modo, todos os mecanismos internacionais de cooperação com este país, designadamente o Fórum de Cooperação China-África e o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau)”, sublinhou.

Encerrado durante 19 anos, o edifício onde se localiza a representação diplomática chinesa está situado no centro da capital, ao lado da Embaixada de Angola e defronte do Afrillande First Bank, o segundo maior banco comercial do arquipélago.

Assistiram à cerimónia os ministros das Finanças, Comércio e Economia Azul, Américo Ramos, das Infra-estruturas, Recursos Naturais e Ambiente, Carlos Vila Nova e da Educação, Ciência, Cultura e Comunicação, Olinto Daio, bem como empresários e representantes do corpo diplomático acreditado em São Tomé e Príncipe.

 

 

 

 

 

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