Sector da água destaca-se entre os expositores portugueses na MIECF 2017

 

Entre os 450 expositores de 17 países e regiões presentes na edição de 2017 da MIECF estão 27 empresas e associações portuguesas que pretendem estreitar relações com a República Popular da China e com Macau. O certame decorre até amanhã.

1.MIECF

Joana Figueira

Inseridas no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2017 (MIECF), 27 empresas e associações portuguesas estão instaladas, desde ontem, no espaço dedicado à mostra de produtos, conceitos e serviços do sector ambiental. “Mostrar o bom que se faz em Portugal e que pode ser exportado, seja a nível de tecnologias, seja a nível de recursos humanos”, levou a Associação de Jovens Empresários Portugal-China a mediar a presença das empresas portuguesas no evento que procura promover a cooperação e o intercâmbio ambiental entre países e regiões. Do conjunto de empresas, destacam-se, sobretudo,  as que estão ligadas ao sector da água.

“Hoje, neste evento, a nossa grande ambição é mostrar que existe ‘know-how’, existem grandes empresas com grandes capacidades de trabalho no sector do ambiente e no sector da água e que temos capacidade de crescer. Podemos ser uma solução para as empresas chinesas que queiram trabalhar em África e na América do Sul”, explicou ao PONTO FINAL Alberto Carvalho Neto, presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China.

No 10º aniversário da MIECF, que se assinala nesta edição, o dirigente adiantou que se regista um aumento no número de representações portuguesas no certame e que, este ano, o sector da água é o “grande foco”. Desde o segmento da regulação aos serviços públicos, passando também pelos serviços laboratoriais e de elaboração de projectos, Alberto Carvalho Neto defendeu que o motivo para as empresas se apresentarem em grande número em Macau é a crescente “preocupação quer na parte de tratamento, quer na parte de infra-estruturas de água”.

“A água é o futuro”, afirmou o empresário. “Mesmo em Portugal, hoje em dia, temos determinadas zonas do nosso país em que nem toda a população tem acesso a saneamento ou a infra-estruturas, ainda há muito feito a nível de fossas. Mas temos um país que está muito evoluído por outro lado: temos grande parte do desenvolvimento em algumas cidades e podemos fazer uso desse desenvolvimento para mostrar como é que podemos fazer noutros países, nomeadamente em Angola, Moçambique, por aí fora. Podemos ajudar a crescer nesse sentido”, acrescentou.

Quanto à aplicação de métodos utilizados em Portugal na República Popular da China, Alberto Carvalho Neto acredita que, “no futuro, poderá haver esse tipo de transferência de tecnologias mas, para já, o grande impacto é a transferência de ‘know-how’”.

 

Paradoxalmente, o que se verifica actualmente é precisamente o contrário, o crescimento dos investimentos chineses em Portugal. A “be water”, também representada na exposição, é uma empresa de capital chinês, cujo sistema de investimento foi feito à base de concessões municipais. No entanto, os investidores exibem agora a vontade de abraçar novos desígnios, nomeadamente o crescimento “para o sistema industrial e da agricultura”.

Isabel Ricardo, directora de projectos e inovação da “be water”, disse ao PONTO FINAL que a empresa se deslocou a Macau para dar conta da cooperação e das sinergias que existem entre o mercado da China Continental e a empresa em Portugal: “Viemos, de algum modo, dar a conhecer uma actividade diferente do que é, diria eu, na generalidade, feito na China pela empresas do sector privado e as empresas que estão no sector da água”, disse.

Já a Trinestcon, uma empresa que presta serviços de consultoria, faz o trabalho de intermediação de diferentes oportunidades de investimento entre os mercados português e chinês. Em Macau, apresentou-se com a subdivisão ligada ao sector energético. Carlos Torres, membro da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, explicou ao PONTO FINAL que “as empresas da China ligadas à energia que se queiram estabelecer em Portugal, ou empresas portuguesas que queiram alguma parceria ou algum apoio da parte da China”, podem recorrer aos serviços da Trinestcon para estabelecer a ponte.

O sector da agricultura portuguesa também está representado na exposição através da empresa Agricultura É Fácil. Sediada no norte de Portugal, presta serviços relacionados não só com a agricultura, mas também com a silvicultura e a exploração florestal: “Está a introduzir-se no mercado chinês e de Macau e já não é o primeiro ano que participa connosco [associação]. Querem continuar a participar porque têm tido alguns resultados positivos”, disse Carlos Torres.

 

 

 

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