Há jazz no LMA aos domingos

As Macau Jazz Sunday Sessions, organizadas por três sócios do Clube de Jazz de Macau, pretendem ser um espaço para os jovens músicos praticarem e desenvolverem o seu talento e uma oportunidades para que possam actuar ao vivo perante uma audiência. O PONTO FINAL falou com um dos mentores da iniciativa.

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Rodrigo de Matos

Volta e meia, costuma ser invadido pelas guitarradas do rock alternativo. Mas, este domingo, é jazz que se vai fazer ouvir no 11.o  andar do edifício industrial da Avenida do Coronel Mesquita, onde está instalado, de há uns anos a esta parte, o espaço LMA. A iniciativa é de um grupo de três sócios do Clube de Jazz de Macau, que resolveu dar uma pedrada no charco. E a ideia é repetir regularmente, sempre aos domingos.

“Vimos que o espaço LMA estava desaproveitado e propusemos agarrar nele ao domingo, que era o dia mais improvável para acontecer lá o que quer que fosse. A proposta foi aceite e assim, vamos nós, através de uma parceria com a Associação Clube de Jazz de Macau, tomar aquele espaço todos os domingos, das 20h à 1h”, anunciou Henrique Silva – mais conhecido como Bibito – que é um dos impulsionadores da iniciativa, a par de Rui Farinha e Ilda Cristina Ferreira.

Os três amigos são “sócios do Jazz Club desde sempre” e foi em memória dos velhos tempos que resgataram a banda que será a cabeça-de-cartaz deste primeira edição das Macau Jazz Sunday Sessions: “O concerto principal está a cargo dos The Bridge, em homenagem a esta banda de jazz mítica de Macau, que nos anos 90 foi a banda residente do Clube de Jazz, na Rua das Alabardas. Depois do concerto, vamos ter também uma ‘jam session’”, adiantou o responsável em conversa com o PONTO FINAL.

 

Dar rodagem aos miúdos

 

Um dos principais objectivos da iniciativa, explica Bibito, passa por proporcionar aos jovens músicos de Macau um espaço para praticarem e darem asas ao seu talento: “Quisemos dar aos miúdos uma oportunidade para tocarem ao vivo perante um público. E também, aos amantes de jazz e blues de Macau, uma hipótese de ouvirem boa música todas as semanas, se quiserem”, considera o impulsionador das Macau Jazz Sunday Sessions.

O espaço onde irão decorrer as actuações será rearranjado para recriar o ambiente e o espírito dos clubes de jazz clássicos. “Vamos recriar um ambiente mesmo de clube de jazz, com mesas e tudo o mais”, promete Bibito. Henrique Silva esclarece que a iniciativa está longe de colmatar a ausência de um espaço próprio para o jazz de Macau: “Não colmata porque isto não é o Clube de Jazz. O ideal era que o clube conseguisse, de uma vez por todas, o espaço que merece”, considera.

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