Marcel Khalife: A música e a reconciliação pacífica entre credos

Em Junho, Marcel Khalife sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau para um espectáculo em que se mistura a música tradicional árabe com sons modernos. Inserido no ciclo “Músicas do Mundo em Concerto”, o cantor, compositor e mestre de alaúde brinda Macau com um espectáculo onde se fundem jazz e a música popular do Médio Oriente.

Joana Figueira

1.Marcel-Khalife

Pelas mãos e voz de Marcel Khalife, instalam-se no palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau as sonoridades do Médio Oriente, num espectáculo que combina a tradição do alaúde e o jazz, os ritmos da música clássica e da música popular. Marcel Khalife é um dos músicos árabes contemporâneos que mais se destacam na cena musical internacional e é “reconhecido pelas suas composições vanguardistas” e por um “optimismo melancólico”. No dia 17 de Junho, o Centro Cultural de Macau (CCM) recebe o libanês que, nascido numa região marcada pela guerra, nunca deixou de lutar pela “reconciliação pacífica de uma sociedade multirreligiosa”.

Compositor, intérprete e mestre de alaúde, Marcel Khalife tem vindo a contribuir para a promoção das artes e da cultura ao longo de uma já extensa carreira musical. O reconhecimento do seu contributo dado para a paz materializou-se em 1999 com o Prémio Palestina para a música, seguindo-se a designação de Artista para a Paz da UNESCO em 2005, o prémio da Academia Charles Cross em 2007, entre vários outros.

Khalife assume-se intimamente ligado às letras que escreve e nas quais a sua música assenta. No seu trabalho, associa-se a reconhecidos poetas árabes contemporâneos, particularmente ao palestiniano Mahmoud Darwish, procurando renovar o carácter e alma da música árabe, quebrar os seus estereótipos e desenvolver a sociedade que a rodeia, lê-se na página oficial do artista libanês.

Nascido numa família cristã, num país maioritariamente muçulmano, Khalife canta um poeta palestiniano: “Estes abraços que ele dá entre povos, entre religiões, esta tolerância, a capacidade de falar com o outro, de descobrir o outro e respeitar o outro também, é bonito e o mundo precisa disso”, sublinha fonte do Centro Cultural de Macau.

Por outro lado, os diálogos interculturais e intercivilizacionais que o artista estabelece são um dos motivos que levaram o Centro Cultural de Macau a tentar criar a oportunidade de trazer o artista a Macau. O primeiro contacto para o concerto de 17 de Junho foi feito há quatro anos, explicou o CCM.

Para além das mais de duas dezenas de álbuns e DVDs, Marcel Khalife já compôs bandas sonoras para documentários produzidos pelo também libanês Maroun Baghdadi. A música de Khalife esteve também na origem de um novo género de dança – “Near Eastern ballet” – com composições musicais como “Caracalla”, “Sarad Ensemble”, “Rimah” e “Popular Art Ensemble”.

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