Assistente de Ng Lap Seng pode chegar a acordo com Justiça norte-americana

 

A advogada de Jeff Yin admitiu ter recebido uma oferta de acordo por parte do Ministério Público e solicitou a extensão dos prazos para que o seu cliente possa analisar a proposta para a admissão de culpa. O julgamento está marcado para o dia 15 de Maio.

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Jeff Yin, braço-direito do multimilionário Ng Lap Seng, acusado num caso internacional de corrupção que envolve antigos funcionários da Organização das Nações Unidas, está a negociar um eventual acordo com a Justiça norte-americana. A informação foi avançada pela advogada do assistente do patrão do grupo Sun Kian Ip, numa altura em que se aproxima a data do julgamento de Ng pelo alegado envolvimento num esquema de suborno a um antigo alto-funcionário das Nações Unidas.

As negociações envolvendo Jeff Yin (na foto), que foi detido juntamente com o empresário Ng Lap Seng em 2015, foram divulgadas numa carta apresentada ao Tribunal Federal de Manhattan pela sua advogada, Sabrina Shroff. A causídica admitiu ter recebido uma proposta de acordo por parte do Ministério Público, noticiou a Reuters. Na carta, a advogada solicita a extensão dos prazos para que o seu cliente, de 31 anos, possa analisar a oferta para a admissão de culpa, uma vez que “é complexa e envolve avaliações de impostos e obrigações civis”.

A oferta de acordo surge na antecâmara do julgamento, marcado para dentro de um mês e meio, em que Yin e o seu patrão se arriscam a ser condenados a pesadas penas de prisão, caso sejam considerados culpados.

Para já, não são conhecidas em quais das acusações é que Yin teria de se confessar culpado caso aceitasse o acordo – suborno, lavagem de dinheiro e crimes fiscais, e/ou violação do chamado Foreign Corrupt Practices Act (FCPA).

Ng Lap Seng, que chegou a ser alvo de investigações relativamente ao financiamento da campanha eleitoral democrata, durante a administração do antigo Presidente norte-americano Bill Clinton, é um entre sete indivíduos acusados no âmbito de um processo que continua a beliscar a imagem da Organização das Nações Unidas. Os procuradores acusam Ng e Yin de pagarem mais de 500 mil dólares (quatro milhões de patacas) em subornos a John Ashe, antigo embaixador de Antígua e Barbuda na ONU, diplomata que ocupou o cargo de presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas de 2013 a 2014. Ashe morreu em Junho, enquanto aguardava julgamento.

A acusação aponta Ng Lap Seng e Jeff Yin como responsáveis também por subornar Francis Lorenzo, então vice-embaixador da República Dominicana na ONU. Lorenzo confessou-se culpado em Março do ano passado relativamente às acusações de suborno e lavagem de dinheiro, como parte do acordo para colaborar com a investigação.

Os subornos visavam garantir o favor dos embaixadores para conseguir o aval das Nações Unidas a um projecto multimilionário para a construção de um centro de conferências da ONU em Macau, obra que ficaria a cargo do grupo Sun Kian Ip.

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