Uma porta aberta para a Coreia

 

O boicote a produtos sul-coreanos e à própria Coreia do Sul como destino turístico estão a criar dores de cabeça aos cidadãos do Continente que se queiram deslocar a Seul ou a Busan. A febre nacionalista não se estendeu a Macau e não está a afectar a venda de passagens aéreas entre a RAEM e território sul-coreano. Os cidadãos chineses com autorização de trabalho em Macau podem solicitar os vistos através de agências de viagens locais, apurou o PONTO FINAL

1.South korea

Elisa Gao

 

O implantação do Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude, o sistema anti-mísseis que Washington quer instalar na Coreia do Sul suscitou uma vaga de sentimento anti-sul-coreano na República Popular da China, tornando virtualmente impossíveis as deslocações de cidadãos chineses à Coreia do Sul.

As agências de viagens do Continente suspenderam a atribuição de vistos às empresas chinesas que vendiam pacotes turísticos para a Coreia do Sul. No entanto, as viagens de Macau para aquele país não foram afectadas, constatou o PONTO FINAL através do contacto com duas agências locais: a “New Sintra Tours” e a “EGL Macau”.

Desde Setembro de 2014 que o Consulado Geral da República da Coreia na China deixou de receber pedidos de vistos individuais, tendo designado as agências da China continental para a apresentação dos documentos de candidatura. No território, no entanto, o panorama é muito diferente. De acordo com Mandy Cheung, gerente da “New Sintra Tours”, as viagens de ida para a Coreia do Sul são efectuadas sobretudo por residentes de Macau. A responsável adianta que a agência tem vindo a receber mais clientes que desejam visitar a Coreia do Sul a titulo individual e a conjuntura levou a responsável a afirmar peremptoriamente que a crise não tocou Macau: “Não estamos a ser afectados”.

Cheung contou ao PONTO FINAL que a empresa raramente trabalha com clientes do Continente e que até agora nunca tinha dado resposta a serviços de solicitação de visto para viajantes do Continente, portadores de passaporte chinês. A responsável explicou que os cidadãos chineses que se encontram a trabalhar no território podem solicitar visto para a Coreia do Sul através da agência de viagens: “Podemos fazê-lo, mas ainda não tivemos esse tipo de clientes”, assumiu. “Os turistas da China continental detentores de um passaporte chinês devem fazer a candidatura a partir da sua origem, mas para as pessoas que trabalham em Macau, se tiverem uma autorização de trabalho ou um blue card, nós podemos ajudar a candidatarem-se através do Consulado Geral da República da Coreia em Hong Kong. Eles só aceitam candidaturas de Macau e Hong Kong, pessoas oriundas de outros lugares não podem solicitar o visto a partir de Hong Kong”, explica a responsável.

Mandy Cheung referiu ainda que a solicitação do visto tem um custo de 820 patacas e que os trâmites de processamento se prolongam por cerca de 10 dias, não sendo necessário que os candidatos comprem os pacotes de viagem oferecidos pela agência.

Já uma operadora da “EGL Macau”, contactada por telefone pelo PONTO FINAL, referiu também que a empresa não tem sido afectada. Também esta agência diz poder ajudar os trabalhadores migrantes oriundos da China continental na solicitação de um visto de entrada na Coreia do Sul. Ainda assim, só os clientes que comprem os pacotes de viagem vendidos pela empresa poderão recorrer aos serviços de solicitação de visto. O serviço custa 520 dólares de Hong Kong, um valor que não abrange os custos associados à aquisição dos pacotes turísticos, explicou ainda.

 

 

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