Pequim está a apertar o cerco a Taiwan, acusa Taipé

As autoridades chinesas terão instalado uma bateria de mísseis de elevada precisão nas imediações do território taiwanês, denuncia o Governo formosino. Ontem, durante uma sessão de uma Comissão Parlamentar, o ministro da Defesa de Taipé, Feng Shi-kuan, defendeu que Taiwan deve reforçar a sua capacidade de resposta perante eventuais ameaças.

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A República Popular da China instalou mísseis Dongfeng 16 (DF-16), de alta precisão e com 1.600 quilómetros de alcance, nas proximidades de Taiwan, revelou esta segunda-feira o ministro da Defesa taiwanês, Feng Shi-kuan, no âmbito de uma comissão parlamentar.

Este destacamento, a par com seis missões de navios e aviões militares chineses em torno de Taiwan desde Janeiro e o reforço do poderio aéreo com caças chineses e um russo mostram “um aumento na intimidação militar chinesa”, afirmou Feng Shi-kuan.

Face ao reforço do poderio militar chinês e da intimidação, para semear descontentamento em Taiwan e pressionar o Governo a dobrar-se às suas exigências, a ilha deve responder com medidas concretas, defendeu o ministro da Defesa da Formosa.

Taiwan deve fortalecer a sua capacidade de alerta, construir uma força militar dissuasória, mostrar a sua determinação defensiva, manter o seu papel de “comunicador pacífico” e impulsionar activamente a cooperação regional, defendeu Feng.

O DF-16 tem uma precisão de cinco a dez metros e representa uma maior ameaça para Taiwan, segundo especialistas militares da ilha, porque é mais difícil de interceptar com os sistemas antimísseis norte-americanos Patriot PAC-3, instalados na Ilha Formosa.

Na mesma sessão da comissão parlamentar, o Conselho de Assuntos da China Continental e o Conselho de Segurança sublinharam a intensificação da campanha chinesa de ‘cerco’ internacional à ilha, contra a independência de Taiwan e a favor do princípio de “uma só China”.

A República Popular da China considera Taiwan uma província chinesa e defende a reunificação pacífica, mas ameaça usar a força caso a ilha declare independência.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista (PCC) tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China.

As relações entre Pequim e Taipé atravessam um período de renovadas tensões, desde a eleição da Presidente de Tsai Ing-wen, do Partido Democrata Progressista. No fim-de-semana, o Governo formosino solicitou a Pequim que respeite o regime democrático sob o qual a ilha é gerida e que tenha em conta a vontade soberana do povo taiwanês, num pedido que terá aparentemente caído em saco roto.

 

 

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