Joseph Tam: “Vamos estar focados na defesa e no contra-ataque”

A abrir a terceira ronda de apuramento da fase de qualificação para a Taça da Ásia, a selecção de Macau viaja até ao Quirguistão, para medir forças com o adversário mais forte do grupo A . O PONTO FINAL falou com o seleccionador Joseph Tam para saber como vai preparar a abordagem da equipa a esse encontro.

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Rodrigo de Matos

Rmatos.pontofinal@gmail.com
A selecção de futebol de Macau está de malas aviadas para o Quirguistão, país para onde viaja no sábado e onde defronta na terça-feira seguinte (dia 28) a selecção local, naquele que será, em teoria, o desafio mais complicado da fase de qualificação para a fase final da Taça da Ásia. Os comandados de Joseph Tam Iao San sabem que a tarefa de roubar pontos ao cabeça-de-série do Grupo A – onde também figuram a Índia e Myanmar – da terceira ronda de apuramento não vai ser simples. Paciência e calculismo no contra-ataque são as receitas do seleccionador da RAEM para abordar o jogo.

Sem revelar a lista definitiva de atletas convocados – Tam preferiu remeter a responsabilidade para a Associação de Futebol de Macau (AFM), que não respondeu à solicitação do PONTO FINAL até ao fecho desta edição – o seleccionador adianta que a equipa está a ser preparada tendo em conta o poderio do adversário, situado 59 lugares (em 125.º) acima de Macau (184.º) no ranking da FIFA. “Já fizemos uma análise ao Quirguistão, através de vídeos. Trata-se de um favorito incontestável para este jogo, até porque que é a equipa teoricamente mais forte do grupo. É um grande desafio para nós, mas vamos encará-lo com seriedade e sempre acreditando nas nossas hipóteses”, assegura Joseph Tam.

 

Quirguistão é mais forte no papel

 

Daquilo que pôde observar da equipa adversária, o seleccionador de Macau não hesita em atribuir à formação quirguíz a responsabilidade de tomar a iniciativa do jogo, não só por jogar em casa, mas por contar com um conjunto relativamente sólido e equilibrado: “Eles são fortes e têm jogadores tecnicamente evoluídos em todos os sectores, sobretudo no ataque, no meio-campo e nas laterais. São bons a reter a posse de bola”, admite o técnico, lembrando no entanto que no futebol as surpresas podem acontecer. “Claro que o Quirguistão também tem os seus pontos fracos que tentaremos explorar. Repare que, sendo o primeiro jogo desta fase, é muito importante para eles começarem com o pé direito. Temos de estar concentrados a defender e evitarmos a todo o custo que eles marquem”, adianta.

Caso Macau sobreviva à avalanche dos minutos iniciais do jogo, acredita Tam, a tendência será para que, com o passar do tempo, a equipa da casa comece a sentir a pressão e a abrir espaços que a formação da RAEM poderá explorar num contrapé: “Os nossos últimos treinos têm sido muito à base de afinar as nossas transições rápidas para o contra-ataque. Já tivemos também duas reuniões técnico-tácticas com os jogadores para os mentalizar para o trabalho duro que vamos ter de colocar em campo”, revela o seleccionador, reiterando a postura que Macau terá de manter dentro das quatro linhas: “Vamos estar focados na defesa e no contra-ataque.”

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