Durante quatro horas, o estúdio de Vhils desvenda-se perante o público

Numa iniciativa inédita, Vhils abre na próxima quinta-feira as portas do seu estúdio, em Hong Kong. Apreciadores de arte, imprensa e público em geral poderão espreitar o espaço e o modo de criação de intervenções artísticas quase sempre destinadas à intervenção no espaço público, mas que também chegam frequentemente a museus e galerias.

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Alexandre Farto – o artista que o mundo da arte urbana conhece como Vhils – vai abrir as portas do seu estúdio na área de Aberdeen, em Hong Kong, a 23 de Março, entre as 10 e as 14 horas. No encontro com o público e com a imprensa, o artista vai apresentar alguns dos seus trabalhos e projectos mais recentes e revelar ainda o espaço onde são concebidas ou preparadas algumas das peças, quase sempre em grande escala, com que intervém não só no espaço público mas também em museus, galerias e outras instituições. Exemplo de intervenções mais recentes são os trabalhos que Vhils concebeu para a exposição individual organizada pela Hong Kong Contemporary Art (HOCA), em 2016, e ainda as intervenções realizadas em Macau, Pequim, Xangai, Banguecoque, Penang ou Papeete.

“Reconhecida pela sua assinatura linguística visual baseada na remoção das camadas superficiais de paredes e outros meios de comunicação com ferramentas e técnicas não convencionais, a práctica de Vhils procura reflectir sobre a natureza das sociedades urbanas contemporâneas, o impacto da urbanidade, o desenvolvimento e a crescente homogeneização das paisagens e as identidades das pessoas ao redor do mundo, constituindo uma declaração significativa sobre a condição humana actual”, pode ler-se numa nota remetida pelo estúdio do artista à imprensa.

Vhils já apresentou o seu trabalho em mais de 30 países, em exposições individuais e colectivas, mas sobretudo em intervenções no espaço urbano. O espectro de intervenção artística de Alexandre Farto cruza o trabalho próximo da comunidade, como aquele desenvolvido nas favelas do Rio de Janeiro, às colaborações regulares com instituições como a Fundação EDP, em Lisboa, o Centro Pompidou, em Paris, o Barbican Centre, em Londres, o CAFA Art Museum, em Pequim, ou o Museu de Arte Contemporânea de San Diego, nos Estados Unidos.

Depois da intervenção no Consulado-Geral de Portugal em Macau, em Dezembro último, onde esculpiu o rosto de Camilo Pessanha e a que chamou “Invisível – Visível”, o artista volta a apresentar-se cá a partir de 1 de Junho, no âmbito da 28ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM). Naquela que é a primeira exposição individual de Vhils no território, “Destroços” parte do corpo de trabalho apresentado pelo artista em Hong Kong, no ano passado, e inclui ainda peças novas vinculadas à história, cultura e identidade de Macau.

“A ideia é fazer uma reflexão sobre o meio urbano de Macau e as suas particularidades”, explicou o artista em Fevereiro, em declarações à agência Lusa, em Banguecoque. “Vai haver várias técnicas, não só paredes como os posters de rua, as madeiras, o metal, ou seja, vai haver os vários media com que trabalho e especialmente paredes no espaço público”, revelou ainda. Vhils confirmou também que a primeira mostra individual em Macau terá “várias intervenções” à semelhança e na continuidade de “Debris”, mostra apresentada em Hong Kong em 2016. Com inauguração a 1 de Junho, a mostra apresenta-se até 5 de Novembro, e vai oscilar entre o espaço expositivo, nas Oficinas Navais Nº1, e as intervenções artísticas no espaço público.

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