Alargamento das instalações da EPM sobre a mesa na primeira reunião do Conselho de Curadores

 

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O Conselho de Curadores da Fundação Escola Portuguesa de Macau (EPM) teve ontem a sua primeira reunião, nas instalações da instituição de ensino. O arranque dos trabalhos deu-se com a eleição de Maria Edith Silva para a presidência do organismo. No encontro entre os 10 curadores foi ainda discutido um plano estratégico de três a cinco anos, que assume como prioridade a ampliação das instalações da EPM. O projecto só deverá estar concluído dentro de três anos.

 

Sílvia Gonçalves

silviagoncalves.pontofinal@gmail.com

 

Naquela que foi a primeira reunião do recém-formado Conselho de Curadores da Fundação Escola Portuguesa de Macau (EPM), que ontem decorreu, Maria Edith da Silva foi eleita presidente do organismo. Roberto Carneiro, presidente do Conselho de Administração da fundação, apresentou um plano estratégico para a escola, de três a cinco anos, onde o alargamento da instituição se apresenta como prioritário. O ante-projecto ontem apresentado aos curadores pelo arquitecto Carlos Marreiros prevê a construção de um bloco de 10 pisos, que contempla salas de aulas, instalações desportivas, uma cantina e laboratórios.

Estendeu-se ao longo de todo o dia, a primeira reunião do Conselho de Curadores, que contou com a presença de todos os 10 membros. Logo pela manhã, Maria Edith da Silva confirmava à imprensa a sua eleição, por unanimidade, como presidente do organismo. Ao final da tarde foi também ela a apresentar os temas abordados na reunião: “Chegamos a várias conclusões sobre o futuro da Escola Portuguesa. E o senhor presidente da Fundação apresentou um plano estratégico a médio e longo prazo, de três a cinco anos”.

No plano ontem apresentado, a ampliação da escola afigura-se como prioritária: “O alargamento, a construção de novos blocos para a escola é uma prioridade. O Conselho de Administração está a tratar do processo junto das Obras Públicas, junto dos Serviços de Educação. Vai demorar o seu tempo, porque isto carece de obras de fundo, porque o espaço onde nós estamos já tem vários anos de existência”, explicou. A antiga directora da EPM assinalou a urgência da empreitada: “Como a escola está a crescer, temos mais alunos, também precisamos de mais salas de aula. Daí que isto seja premente, as obras são urgentes”.

A agora presidente do Conselho de Curadores detalhou o plano de ampliação, ainda em fase de ante-projecto: “A ideia é ser um bloco único mas dividido em três, que liga o ginásio, o bloco novo, a parte da cantina e do auditório. Isto está ainda em ante-projecto, não está ainda aprovado, não sei se vai ser definitivamente assim”, ressalva. “Há consenso, o senhor arquitecto Marreiros esta manhã esteve cá para apresentar o projecto ao Conselho de Curadores, penso que todos ficamos elucidados. Mas é um plano que demora três anos, até à conclusão da construção”, ressaltou.

Conhecidos que são os problemas com a actual cantina, a presidente revelou que o novo bloco contempla a inclusão desta estrutura: “O novo bloco vai de facto contemplar uma nova cantina, poderá fornecer refeições a 200 alunos. A construção deste bloco inclui instalações desportivas, uma ala nova com salas de aulas, com laboratórios. E a parte da cantina mais a sala de conferências que nós temos”.  Edith Silva acrescentou: “Eu julgo que o auditório vai ser todo reformulado. Fica ali um bloco de dois pisos, segundo o projecto do arquitecto, a cantina por baixo e o auditório por cima. Há um bloco com 10 pisos a ligar o bloco desportivo, o ginásio e a parte da cantina. É o que está no projecto, não sabemos se o projecto definitivo vai ser assim”, reiterou.

Já o arranque das obras, não deverá acontecer este ano, prevê a presidente do Conselho de Curadores da Escola Portuguesa de Macau: “Eu pessoalmente não acredito porque já estamos em Março e há apenas um esboço de projecto, não está aprovado, existem ainda alguns problemas”. Com o novo bloco “está prevista uma capacidade para 800, 850 alunos”, referiu ainda.

A responsável disse não terem sido discutidas as novas metodologias de ensino do mandarim e do cantonense na instituição, mas assumiu que os curadores são favoráveis à introdução do ensino do cantonense: “Falamos sobre o cantonense mas julgo que há uma ideia de que poderá ser oferecido como opcional, não como disciplina curricular. Porque o próprio currículo da escola não permite ter mais línguas estrangeiras”. Já sobre a reorganização do ensino do mandarim, Edith da Silva entende que “esses problemas transcendem o conselho de curadores”, e lembra que “o conselho de curadores não é um conselho deliberativo, é um conselho que se pronuncia sobre os projectos apresentados pelo conselho de administração”.

Considera a presidente do Conselho que a Fundação EPM “entrou num novo episódio da sua vida, não é só ter a Escola Portuguesa como pode ter outros projectos. Este projecto muitíssimo bem elaborado pelo professor Roberto Carneiro é um projecto bastante ambicioso, daí que há necessidade de fazer contactos. Falou-se sempre naquela secção internacional, isso não está fora de questão, estivemos a analisar”. Ainda assim: “O timing para isto depende muito também da construção dos novos blocos, porque sem salas de aulas não podemos fazer nada”.

A próxima reunião do Conselho de Curadores, explica Edith Silva, só deverá acontecer em meados de 2018: “De acordo com os estatutos temos uma reunião anual, a não ser que haja problemas ligados à própria escola ou projectos apresentados pelo Conselho de Administração. Está marcada para o próximo ano, nas duas últimas semanas de Junho, a nossa reunião anual. Em Junho de 2018 porque acho que é um período em que a escola já tem orçamentos elaborados, actividades. Porque de acordo com os estatutos nós temos que nos pronunciar sobre o plano de actividades, o orçamento da escola, e aquela altura é a mais propícia”, explicou.

O Conselho de Curadores é constituído por três membros honorários: Vasco Rocha Vieira, Eduardo Marçal Grilo e Ambrose So. E sete membros efectivos: Maria Edith Silva, Leonel Alves, Jorge Rangel, Rui Cunha, Anabela Ritchie, António José de Freitas e Amélia António.

 

 

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