Futebol na China:O gigante acordou

 

Há cada vez mais jogadores e treinadores de futebol a rumarem à China por verbas milionárias. E há cada vez mais investimentos chineses no futebol europeu. O sonho de ver a China entre a elite mundial do desporto mais popular do planeta está a mover multidões e fortunas. Luiz Felipe Scolari, o treinador campeão da Liga chinesa, acredita que isto é o início de um processo imparável. Mas também há sinais de que esta euforia tem de ser controlada.

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Luís Francisco (em Lisboa)

Carlos Tevez tem 32 anos e é, desde Dezembro de 2016, o futebolista mais bem pago do mundo. Tevez é um avançado argentino de grande valor, com 270 golos marcados ao longo de uma carreira em que passou por clubes como Boca Juniors (Argentina), Corinthians (Brasil), West Ham, Manchester United e Manchester City (Inglaterra) ou Juventus (Itália). Venceu a Liga dos Campeões e a Copa Libertadores da América do Sul, sagrou-se campeão olímpico em 2004. Mas daí até ser o futebolista mais bem pago do mundo… Surpreendente? Já nada nos surpreende nesta era de negócios da China.
Quando, a 29 de Dezembro, o Shanghai Shenhua, quarto classificado da Liga chinesa em 2016, anunciou a contratação de Tevez, que regressara ao seu primeiro clube, o Boca Juniors, para o que se supunham ser os episódios finais da sua história como futebolista, as verbas envolvidas tornaram-se históricas. Não tanto pelo valor da transferência – o Boca recebeu cerca de 12 milhões de dólares – mas sim pelo ordenado que Carlitos iria auferir: 40 milhões de dólares por cada um dos dois anos de contrato.
Este montante astronómico é quase o dobro do que o seu compatriota Lionel Messi ganha no Barcelona (22 milhões/ano no Barcelona) e mais do que duplica o ordenado do desportista que mais dinheiro ganhou em 2016, o português Cristiano Ronaldo, cujo salário no Real Madrid é de “apenas” 18 milhões/ano (na verdade, com os prémios, num ano em que foi campeão europeu de clubes e de selecções, Ronaldo embolsou 52 milhões, a que juntou outros 30 milhões em patrocínios)… Já agora, saliente-se que, embora sem confirmação oficial, também estes dois “monstros” foram cobiçados por clubes chineses: a Messi terá sido proposto um contrato de 500 milhões por cinco anos e Ronaldo receberia 100 milhões por ano.
O mundo do futebol já estava de olho na China, mas a contratação de Tevez fez soar as campaínhas de alarme um pouco por toda a Europa. Do outro lado do planeta emergia uma força que promete dar luta na capacidade de atracção dos melhores futebolistas mundiais. Até porque, na mesma janela de mercado de Inverno, muitos outros nomes rumaram ao Oriente, muitos deles jogadores de primeira linha em grandes clubes e no auge das suas carreiras. O brasileiro Óscar (25 anos) saiu do Chelsea rumo ao Shanghai SIPG, este ano treinado pelo português André Villas-Boas e onde já joga o seu compatriota Hulk. O belga Alex Witsel (28 anos), forçado a escolher entre a Juventus e o Tianjin Quanjian, optou pela segunda equipa, promovida este ano à I Liga chinesa.
São apenas dois exemplos, mas mostram bem a força financeira dos clubes chineses, que, com estas espectaculares – e onerosas – iniciativas de mercado pretendem construir uma Liga competitiva e desportivamente atraente. Quem está por dentro diz que é exactamente essa a realidade. O técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, campeão mundial com o Brasil em 2002 e vice-campeão europeu com Portugal em 2004, à beira de começar a sua segunda temporada como treinador do hexacampeão chinês Guangzhou Evergrande, fala de um futebol que “vai melhorando de ano para ano e sendo cada vez mais competitivo”: “Tem boa qualidade, a presença de treinadores estrangeiros diversifica a componente táctica e potencia a evolução dos atletas chineses e vejo grandes progressos para o futuro.”
Entrevistado pelo PONTO FINAL no último dia do estágio de pré-temporada que a sua equipa cumpriu em Lisboa, em Janeiro, Scolari desfiou elogios à principal competição chinesa: “Há exigência, boa participação, público fiel, bom marketing, jogadores de qualidade.” Razões mais do que suficientes para olhar para a Liga chinesa, não como um “Eldorado” de pré-reformados, mas como um campeonato de topo. “Basta ver que, quando há jogos de selecções, saem da China 15/20 jogadores para representarem os seus países. Lavezzi, Paulinho, Renato Augusto, Jackson Martinez, os africanos… todos jogam na China e são convocados. Toda a gente está observando o campeonato chinês, não é para jogadores em final de carreira.”

A política e o futebol
Xi Jinping é Presidente da República Popular da China desde 2013. Entusiasta do futebol – diz-se que é adepto do Manchester United – sob a sua orientação o gigante asiático começou a dedicar especial atenção ao desporto mais popular do planeta. O caminho seria longo, uma missão de gerações, mas o poderio económico e o peso demográfico do país fornecem as condições para chegar a bom porto. As autoridades chinesas avançaram em duas frentes: apelaram aos empresários para que investissem no principal campeonato e, simultaneamente, lançaram um ambicioso programa de fomento do futebol nas escolas.
A modalidade passou a integrar os currículos escolares e foram construídos milhares de campos de futebol por todo o país. A iniciativa privada cavalgou esta vaga e nos últimos anos multiplicaram-se as academias – o português Luís Figo, melhor jogador do mundo em 2001 e agora empresário ligado ao sector, através da Fundação com o seu nome, é um dos actores principais deste filme. A Figo Football Academy está presente em 16 cidades chinesas e no último ano o número de alunos (entre os 4 e os 13 anos), orientados por técnicos na sua maioria oriundos de Portugal, mais do que duplicou, ultrapassando os 5000.
Os números, aliás, são impressionantes seja qual for o ângulo de análise. O Plano de Reforma do Futebol, apresentado em 2015, prevê a abertura de 20.000 escolas de futebol até 2020 e aponta como objectivo que “mais de 30 milhões de estudantes dos ensinos primário e secundário pratiquem com frequência a modalidade”. Tudo com o objectivo declarado de ver a China qualificar-se para os Mundiais (soma apenas uma presença, em 2002, com três derrotas na fase de grupos), organizar a prova no futuro e vir mesmo a sagrar-se campeã do mundo. Ou pelo menos, colocar a sua selecção entre as “melhores equipas do mundo até 2050”.
Não será fácil. “O futebol nos currículos escolares é algo que aplaudirei para o resto da minha vida”, confessa Luiz Felipe Scolari. Mas o técnico olha com mais reservas para as ambiciosas metas competitivas apresentadas à selecção. “Quanto a títulos, é bom sonhar, mas não é possível dizer que se vai ser campeão mundial. A competição é tão equilibrada… entre os 32 finalistas, agora provavelmente 48, continuarão a ser apontados como candidatos uns seis, europeus e sul-americanos. É difícil.” Uma coisa é certa, no entanto: “Quando a China tiver competições organizadas nos escalões de formação, em dez anos vai dar um salto de 50.”
E é aqui que todas as opiniões confluem. Não basta abrir academias e fomentar a prática do futebol nas escolas. É preciso criar um quadro competitivo que leve os jogadores a evoluir, em competição, até chegarem à idade adulta. Luiz Felipe Scolari: “São milhões a jogar futebol, mas falta competição a esses jogos. Os jogadores têm de saber o que é jogar para os três pontos. E é isso que falta ao futebol chinês, campeonatos competitivos de categorias de base, dos sub-15 aos sub-20.” Porque, como salienta o agente Pedro Neto, um português que há seis anos começou a trabalhar com o mercado chinês, numa altura em que o futebol do Oriente estava ainda longe da relevância dos nossos dias, “contratar estrelas é importante para despertar entusiasmo do público, mas depois os jovens têm de praticar a modalidade”.
António Oliveira, “Toni”, antigo jogador e treinador do Benfica e que passou pela China em 2003 como técnico do Shenyang Jinde, também destaca a aposta na formação: “Os grandes nomes chamam gente aos estádios e geram negócio, tornando a actividade rentável, mas não é pelas grandes contratações que se faz crescer o futebol num país. É pela formação.” E formar para competir tem de incluir, forçosamente, uma vertente competitiva. “O jogador chinês é um jogador inteligente, participativo, bom de trabalhar”, analisa Scolari, “mas a nível da selecção é necessária uma renovação, o que exige um número muito maior de atletas.”
Apesar destas limitações, Toni acredita de que a China vai continuar a crescer. “Não tenho dúvidas de que o próximo Mundial na Ásia será na China.” Com a prova de 2022 agendada para o Qatar, um país asiático, e os EUA a fazerem muita força para verem de regresso a principal montra do futebol mundial, talvez seja preciso esperar até 2030. Ou não… Alguns observadores apostam num colapso da muito polémica escolha do Qatar, que seria substituído pelos EUA, abrindo caminho à China em 2026. Contas de outro rosário…
Colocada no “ranking” FIFA numa posição a rondar o 80º posto, a verdade é que a selecção da China ainda anda longe da qualidade de formações como “o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália ou o Irão, as melhores daquela região”, enumera Toni. Sendo assim, pode até parecer utópico apontar a um título mundial no lapso de duas gerações, mas quando estas apostas vêm da China, uma potência económica e desportiva de primeira linha, não há impossíveis. Há alguns anos, falou-se no sonho chinês de ver tenistas seus vencerem torneios do Grand Slam. Em 2011, Li Na triunfou em Roland Garros, repetindo o feito em 2014 no Open da Austrália.

Uma Liga mais forte

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Mas regressemos ao futebol e à ambiciosa política de contratações dos principais clubes chineses. O campeonato já arrancou e Scolari espera uma prova “ainda mais competitiva e com maior qualidade”, estimulada pelo reforço dos principais rivais do crónico vencedor dos últimos anos, o Guangzhou Evergrande, campeão em título desde 2011. Na época passada, a equipa de Scolari chegou ao fim das 30 jornadas da prova com sete pontos de avanço sobre o Jiangsu Sainty, segundo classificado.
Mas esta dinastia da formação de Guangzhou, antiga Cantão e, com 13 milhões de habitantes a terceira maior cidade da China depois de Xangai e Pequim, não espelha bem o que se passa no futebol chinês, um mundo recente e onde muita coisa muda a cada ano, frutos das apostas ou recuos dos homens fortes da economia que, através do futebol, querem “mostrar” serviço aos olhos do Presidente Xi Jinping.
A primeira liga profissional do país foi a Jia-A e arrancou em 1994, mas foi substituída em 2004 pela Chinese Super League, ou CSL, a competição actual. Ao longo destes 13 anos de história, muita coisa aconteceu: despromoções previstas mas administrativamente canceladas (2004), desistências antes de a temporada começar (2006), fusão de duas equipas (2007), desistências a meio da prova (2008). A competição começou com 12 equipas, passou a 14 e em 2009, após dois anos de tentativas falhadas, cresceu para 16 participantes e solidificou-se. A segunda década do século XXI trouxe então a aposta forte nos mercados internacionais (em 2011 chegaram, entre outros, o costa-marfinense Didier Drogba e o francês Nicolas Anelka), tendência que continuou a intensificar-se até ao cenário actual.
Longe vão os tempos da aventura chinesa de Toni. Numa época em que o acesso à Internet ainda não estava generalizado, partir para Shenyang, cidade de mais de oito milhões de habitantes a quase mil quilómetros da capital Pequim, era, realmente uma aventura: “A 19 de Dezembro, quando lá fui assinar contrato, estavam 25 graus abaixo de zero. Um rio do tamanho do Tejo era um tapete de gelo”, recorda o treinador. Na altura já havia estrangeiros na equipa, mas não do calibre dos que agora rumam ao Oriente: “No ataque tinha o Ayew, que jogou no Vitória de Setúbal; o Elizeu, um central que também passou por Portugal; e um nigeriano no meio-campo.”
Nessa altura, a equipa de Toni jogava num estádio com capacidade para 80.000 pessoas (entretanto remodelado para os Jogos Olímpicos de 2008) e a época começou bem, com uma vitória sobre o campeão e um empate face ao segundo classificado da época anterior. Mas esse campeonato acabou por ser interrompido devido à epidemia de pneumonia atípica (SARS) e desentendimentos com os responsáveis do clube ditaram o regresso do técnico a Portugal após alguns meses. Toni recorda alguns aspectos quase caricatos de um futebol que começava então a crescer: “Não se tomava banho nos estádios. Acabava o jogo e tínhamos meia hora para deixarmos as instalações e rumarmos ao hotel. Aí é que se tomava banho”, lembra.
Hoje, a China já não fica tão longe da Europa e do mundo. A todos os níveis. “A China é primeiro mundo, não é um buraco”, sentencia Pedro Neto, que fala ao PONTO FINAL por telefone, minutos antes de embarcar rumo ao Continente pela “43ª vez”. E, também por isso, um dos sinais de alarme para o futebol chinês tem de vir das massas salariais que são praticadas: “Os clubes chineses vão ter de controlar essa vertente. As transferências são tão caras como na Europa, não é por aí; mas alguns ordenados não se justificam. Há jogadores que não merecem ganhar tanto. Um jogador que aufere 200.000 euros na Europa não tem de ir ganhar três milhões só porque vai para a China!”
Não é o único a pensar assim. Na sequência da vaga de contratações desta última janela de transferências, o China Daily falou em “obsessão” pelas contratações milionárias e alertou para o facto de se estar a gerar uma “bolha” na indústria futebolística do país. Os mil milhões de euros gastos por clubes e empresas, 400 milhões (o triplo de 2015) dos quais em jogadores e técnicos, sustentam a preocupação do partido do regime, até porque este valor “excede em muito a valorização que trouxe ao campeonato”. A febre dos milhões está em todo o lado e a Suning (empresa que já controla o Inter de Milão) pagou 620 milhões de euros pelos direitos de retransmissão televisa da Premier League inglesa nos próximos três anos.
E a seguir vieram novas regras. À cabeça, a restrição do número de futebolistas estrangeiros que podem ser usados em cada jogo, que passou de quatro para três. Cada equipa está autorizada a ter seis jogadores não chineses, desde que dois deles, pelo menos, sejam asiáticos, mas só três poderão alinhar em cada partida. As equipas passam ainda a ser obrigadas a colocar em campo dois jogadores chineses sub-23.
No campo administrativo, a federação chinesa de futebol (CFA) anunciou a intenção de criar um tecto salarial para as equipas, que serão obrigadas a fornecer “informação detalhada” sobre as suas contas, incluindo fontes de rendimento. Estas informações serão fundamentais na definição dos tectos salariais. O ministro chinês com a pasta do desporto explicou que os clubes que gastam “somas extremamente elevadas” na contratação de jogadores estrangeiros serão instados a investir montantes proporcionais na formação de jovens futebolistas chineses. A CFA não avançou ainda com qualquer quadro de penalizações para quem não cumprir os limites salariais, mas a ideia que fica é que a federação não ficará de braços cruzados perante o que, em comunicado, considera ser “o investimento cada vez mais irracional” em jogadores, deixando para trás a formação e as infra-estruturas, como estádios ou centros de estágio.

Investir na Europa

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Mas não é só no circuito interno que a China se afirma como potência económica do futebol mundial. A Suning é apenas um dos muitos exemplos de empresas e magnatas chineses que olham para lá da fronteira e investem forte no futebol europeu. Um relatório da UEFA mostra que a China já é o país não europeu que controla mais clubes nos campeonatos do Velho Continente, ultrapassando os EUA. Esta tendência é recente: entre 2014 e 2016, foram pelos dez os investimentos de monta feitos por capital chinês nos campeonatos europeus. Antes disso, zero.
Em Junho de 2016, a Suning confirmou a compra de 70 por cento do capital do Inter de Milão por 270 milhões de euros. Em Dezembro, anunciou-se que a outra equipa desta cidade italiana, o Milan, passaria para as mãos de um consórcio que reúne o empresário Yonghong Li a um fundo estatal chinês de investimento. Verba: 740 milhões de euros. Diz-se que o Liverpool (qualquer coisa à volta de 920 milhões de euros) também está na calha, afinando a apetência chinesa pelo futebol britânico. O Manchester City pertence parcialmente (13%, no valor de 377 milhões de euros) a um consórcio de fundos chineses liderado pela China Media Capital. O West Bromwich Albion (177 milhões de euros), o Wolverhampton (59,7 milhões) ou o Aston Villa (87 milhões de euros) também “falam” chinês.
Mas há mais: Nice e Sochaux, em França; Den Haag, na Holanda; Birmingham, em Inglaterra. Em Espanha, o gigante dos brinquedos Rastar adquiriu 50 por cento do capital do Espanyol de Barcelona por 50 milhões de euros, o grupo Wanda tornou-se proprietário de 20 por cento do Atlético de Madrid e um grupo de 400 adeptos chineses corresponderam a um apelo do clube e compraram acções do Eibar. Em Portugal, a Ledman, patrocinadora da principal Liga chinesa, pagou 4,1 milhões de euros pelo contrato de patrocínio da II Liga, um campeonato onde várias equipas têm protocolos para utilização de futebolistas vindos da China.
Com todas estas ligações, vão-se esbatendo as diferenças culturais e abrindo caminhos mais amplos onde antes só se encontravam atalhos. Para os europeus, parece evidente que a ofensiva do futebol chinês é bem mais consistente e sustentada do que o que sucedeu anteriormente, por exemplo, com os EUA. Hoje em dia, para muitos dos envolvidos, a China é já um parceiro incontornável. Ou vão ter com a China ou ela virá ao seu encontro…
Vale a pena, por isso, escutar os conselhos de quem já vive este encontro de culturas, futebolísticas e não só. “Desengane-se quem ache que é chegar, ver e vencer. Os chineses reagem de maneira diferente perante pessoas que não conhecem. Há sempre muitas entrelinhas…”, avisa Pedro Neto. “Quem vier trabalhar para a China, que se envolva, procure entender a parte cultural. Se for só pelo aspecto financeiro, esqueça, os chineses sabem diferenciar. É preciso relacionar-se, deixar um legado, é disso que a China precisa.”
E deixar um legado tanto pode ser nas grandes proezas como nos pequenos detalhes. Recorda Toni: “Tinha um miúdo de 18 anos na minha equipa, o Cian Tao, que logo num dos primeiros jogos da época, para a Taça, marcou um golo, veio a correr para o banco, ajoelhou-se e disse-me ‘obrigado’. Assim mesmo, em português.”

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