Evocação de Pessanha marca celebração do Dia Mundial da Poesia

“Eu vi a luz em um país perdido”. Assim se designa o evento com que a Associação Amigos do Livro em Macau vai celebrar, na próxima terça-feira, às 18h30, na Fundação Rui Cunha, o Dia Mundial da Poesia. Dividida em duas partes, a sessão inclui uma evocação de Camilo Pessanha e ainda a leitura de textos de vários poetas de Macau.

1.pessanha

A Associação Amigos do Livro em Macau vai assinalar, a 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia com um evento que leva como título um verso de Camilo Pessanha: “Eu vi a luz em um país perdido” e que terá lugar na Fundação Rui Cunha. Dividida em duas partes, a sessão contempla uma evocação de Pessanha – no ano em que se assinalam os 150 anos sobre o seu nascimento – e ainda uma leitura de poetas de Macau, a partir de imagens fotográficas que integram a exposição “Nas Lentes da Poesia”, que ali se apresenta até 29 de Março.

“Eu vi a luz em um país perdido” –  um evento de leitura e evocação da obra de poetas locais – marca, já na próxima terça-feira, o dia que por todo o mundo é votado à poesia. Organizado pela Associação Amigos do Livro em Macau, a iniciativa conta com o apoio da Fundação Rui Cunha, que acolhe um certame que terá duas partes muito distintas. A primeira engloba “uma ‘Evocação de Camilo Pessanha (1867-1927)’, na ocasião dos 150 anos do seu nascimento, com leitura de poemas do autor de “Clepsidra”  e também de poetas que o cantaram”, esclarece a nota enviada pela Fundação, que assinala ainda que alguns dos poemas serão ditos com acompanhamento musical.

Já a segunda parte do evento contempla a leitura de textos de poetas de Macau, numa intervenção que se concretiza a partir de imagens fotográficas que tiveram como base esses mesmos textos poéticos, criadas pela ArtFusion. O conjunto de fotografias integra a exposição “Nas Lentes da Poesia”, que se apresenta ao público ao longo de todo o mês de Março. A exposição de fotografia inclui ainda uma mostra bibliográfica de Camilo Pessanha. No mesmo espaço será ainda projectado o documentário de Francisco Manso, “Camilo Pessanha, um poeta ao longe”. A película poderá ser visionada todos os dias, durante o período em que decorre a exposição.

“Ao celebrarmos o Dia Mundial da Poesia, pretendemos, acima de tudo, homenagear todos os poetas que cantaram e cantam Macau, terra propícia à escrita poética, quer ocidental quer chinesa, tantas vezes obstaculizada pela incontornável barreira linguística, por todos sobejamente conhecida”, pode ler-se ainda na mesma nota. “Sem ambições de a conseguir remover”, à barreira linguística atrás mencionada, a Associação Amigos do Livro em Macau diz querer “pelo menos contribuir para a abertura de mais uma via de comunicação entre os que se posicionam de um e do outro lado dessa fronteira, chamando a esta sessão os poetas de Macau, quer se exprimam em português ou em chinês”. O evento dirige-se “a toda a comunidade de Macau” e tem entrada livre.

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