Cruzeiro com turistas chineses trocam Coreia do Sul pelo Japão

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Vários operadores de cruzeiros estão a desviar para o Japão itinerários com paragem inicialmente prevista na Coreia do Sul, face à reticência dos turistas chineses em visitar aquele país, devido à instalação do sistema antimísseis THAAD.

Em nota publicada ‘online’, a norte-americana Royal Caribbean explicou que os cruzeiros com paragem prevista na Coreia do Sul cancelaram estas escalas, substituindo-as por deslocações ao Japão, até Dezembro.

“Estamos a fazer o nosso melhor para trocar as paragens em portos da Coreia do Sul por portos no Japão, que são mais atractivos para os consumidores”, lê-se no comunicado.

A Royal Caribbean atribuiu esta decisão à “precaução” perante a “nova situação na Coreia do Sul”, sem referir o início da instalação do sistema antimíssil norte-americano THAAD na península coreana.

Já a italiana Costa Cruceros retirou a Coreia do Sul dos destinos asiáticos disponíveis na versão chinesa da sua página na Internet.

No sábado passado, a operadora italiana protagonizou um caso de boicote, quando mais de três mil turistas chineses se recusaram a sair do cruzeiro durante uma escala na ilha sul-coreana de Jeju.

A decisão dos turistas obrigou ao cancelamento de dezenas de autocarros e guias turísticos, segundo informou a imprensa local.

Seul e Washington concordaram no ano passado em instalar o sistema antimísseis Terminal High Altitude Area Defence (THAAD), após a Coreia do Norte realizar sucessivos testes nucleares e com mísseis

Pequim considera que aquele sistema constitui uma ameaça ao seu território.

No mês passado, o grupo Lotte Group, a quinta maior empresa da Coreia do Sul, que trespassou os terrenos ao Governo sul-coreano para a instalação do THAAD, disse que foi forçada a suspender a construção de um parque de diversões na China avaliado em milhares de milhões de dólares, depois de as autoridades terem levantado questões de segurança.Vários estabelecimentos do grupo na China foram também encerrados.

Os consumidores chineses fazem frequentemente boicote a produtos ou marcas de um determinado país com o qual a China atravessa um período de tensão.

 

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