“Ser herói de um povo não é o mesmo que ser santo”

É o autor de uma trilogia inacabada que coloca em questão a natureza humana e as suas fragilidades e imperfeições e, num registo literário completamente distinto, assinou dois romances biográficos que colocam sob uma nova luz – nem sempre lisonjeira – duas das figuras cimeiras da gesta da Expansão Marítima, Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama.

Pela primeira vez em Macau a convite do Festival Literário Rota das Letras, João Morgado diz-se deslumbrado com o território. Radicado na Beira Interior, onde nasceu, o escritor diz que a interioridade não pesa quando a vontade existe e o trabalho prolifera e fala sobre a adaptação quer ao teatro, quer à música. João Morgado em discurso directo.

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Entrevista de Marco Carvalho

Fotografia de Eduardo Martins

 

 PONTO FINAL: O João desmente um pouco a ideia de que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. É dos poucos escritores radicados no interior do país que tem tido grande sucesso a nível editorial e a comprová-lo está a terceira edição do “Diário dos Infiéis”, publicada por uma das maiores chancelas editoriais portuguesas da actualidade. O seu sucesso comprova que o interior não é handicap?

João Morgado: A sua questão suscita dois pontos de análise. Em termos de trabalho, não. Provavelmente até temos algum benefício, porque temos um ritmo de vida diferente, que nos permite reflectir mais sobre os temas, ter mais tempo para leitura, ter mais tempo para a criação. Nesse aspecto, viver no interior não é um handicap: até pode funcionar em sentido positivo.

Agora, em termos de promoção da literatura há, obviamente, alguns entraves. Hoje em dia estamos numa fase em que se publica muitos livros. Todos os meses saem centenas de títulos novos para as livrarias. Há uma dispersão muito grande da literatura e, portanto, é necessário haver uma promoção do autor e do livro para se destacar no meio dessa profusão editorial e, portanto, no que diz respeito a este aspecto, nós temos de reconhecer que a máquina promocional está em Lisboa. É onde estão os jornais, os jornalistas literários. Onde estão os meios de comunicação social com grande impacto mediático e aí, realmente, o estar no interior é um handicap porque não estamos ali à mão para participar numa entrevista, para participar num evento e eu tenho sentido alguma dificuldade nesse aspecto. O facto de os livros que eu tenho editado terem saído eu acho que é pela própria qualidade do livro e porque eu também tenho feito um esforço grande para participar em eventos, para promover o livro. Mas, graças a Deus, o livro tem vendido por si no boca-a-boca. Eu acho que são os leitores que têm feito a promoção e têm recomendado o livro uns aos outros e o sucesso do “Diário dos Infiéis” tem passado um pouco por aí.

 

É um livro sobre amor que acaba por descambar mais na infidelidade e na infelicidade do que no amor propriamente dito …

 

J.M: Sim ….

 

Esta terceira edição foi anunciada no Dia de São Valentim. Há aqui algum contra-senso? Ou nem por isso?

 

J.M: Não. Todos somos infiéis, é o que diz o livro. Uns de uma maneira, outros de outra. Uns são infiéis por pensamento, outros por actos, outros até por omissões porque quando nós prometemos amar alguém e não amamos também há uma infidelidade, mesmo que não haja uma terceira pessoa. Ali, as infidelidades têm a ver não só com a infidelidade física, mas com a infidelidade aos valores, aos sonhos. Há uma grande variedade de infidelidades e o leitor é convidado a descobrir a sua própria infidelidade. Nesse sentido, é um livro que aparentemente parece um livro muito romântico, até pela capa, que é um bocadinho romântica, mas é um livro que toca em assuntos muito complicados como são os casamentos sem amor e sem desejo, como é a sexualidade na terceira idade, as diferentes infidelidades, a doença, a morte. Tem ali uns temas fracturantes. Não parece, mas o livro depois surpreende na sua leitura.

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Depois deste “Diário dos Infiéis” publicou “O Diário dos Imperfeitos”. Há aqui uma trilogia a ganhar forma?

J.M: Sim. Será uma trilogia, embora sejam livros independentes. O “Diário dos Infiéis” diz que todos somos infiéis nas variantes de que lhe falei. O “Diário dos Imperfeitos” diz que todos nós somos imperfeitos e todos nós temos um lado B, um lado oculto e ao longo do romance todos os personagens vão dando a conhecer um lado mais negro, um lado mais sombrio. É um drama que se desenrola nos anos 80 e que fala do prazer e da moral e que fala do amor e do desejo. O que é mais importante? É a moral ou prazer? É o amor ou o desejo? Sobretudo fala da castração imposta pela religião às sociedades. A sociedade portuguesa tem uma tradição judaico cristã e, portanto, ainda há muito a questão do pecado e da moral e isso é muito marcante … Hoje em dia as coisas começam a alterar-se um pouco, mas ainda é muito marcante na sociedade portuguesa. É a volta de tudo isso que se desenvolve a narrativa. Tem depois um lado mais lúdico, de um jovem que vem para a capital e tem um mestre inglês que o introduz nas artes do amor e da sexualidade e há aqui um choque de culturas, um choque de formação e é nesse choque que vive o romance, sendo que a parte final é surpreendente. Quando todos os personagens revelam o seu lado oculto, na parte final, o romance surpreende as pessoas.

 

Depois da infidelidade e da imperfeição, o que é que se segue?

 

J.M: O terceiro romance já está escrito, mas ainda vai ficar em segredo porque não sei ainda quando é que o vou publicar. Mas vou falar de uma outra faceta, de uma outra fragilidade humana, certamente.

 

Ao Rota das Letras veio, para falar numa primeira instância, no sábado passado, de um género que de certa forma lhe ocupou dois livros: um primeiro dedicado a Pedro Álvares Cabral e um segundo ao grande arquirrival de Cabral no século XVI, Vasco da Gama. Com Cabral mantém uma ligação quase profissional …

 

J.M: Bom … Sim, esta é uma outra faceta. Tenho, na minha carreira literária, duas áreas diferentes em termos de escrita e em termos de estilo e de linguagem. Na área do romance histórico eu lancei dois livros, o “Vera Cruz”, que é um romance biográfico de Pedro Álvares Cabral e “Índias”, um romance biográfico sobre Vasco da Gama, que são efectivamente dois arquirrivais. Não há essa tal ligação de que fala ao Pedro Álvares Cabral. Eu neste momento trabalho em Belmonte, mas quando fui trabalhar para Belmonte eu já tinha escrito o livro. As coisas aconteceram de uma forma inversa. Eu já tinha escrito o livro quando fui trabalhar para Belmonte. Realmente, são duas figuras contemporâneas. Nós, às vezes, no liceu estudamos as coisas por capítulos separados: Cabral por um lado, Vasco da Gama para o outro e esquecemo-nos que eles foram contemporâneos, que disputaram os favores do rei, quiseram os dois ser os melhores do mundo, os navegadores e há, efectivamente, uma guerra entre eles. São duas personalidades completamente diferentes. Um Vasco da Gama muito mais rude e rudimentar, uma homem terra-a-terra. Como nós dizemos hoje, um homem de tarimba, do mar, um homem guerreiro. É um homem rude, que vem de uma nobreza de segunda linha e que se impôs pela sua força, pelo seu querer, pela sua tenacidade.

Do outro lado temos um Pedro Álvares Cabral que é uma figura completamente diferente. Cabral já é um homem do Renascimento. É um homem que vem de uma família nobre, que foi com 14 anos  estudar para Lisboa. Pouca gente sabe disso, mas era um homem culto para a época, que também se afirmou como guerreiro, mas que depois acaba por ter uma outra postura, com mais diplomacia … Era, por isso, um homem que agradava mais à nobreza, ao clero e foi escolhido para substituir  Vasco da Gama. Vasco da Gama faz a primeira viagem á Índia, que não correu tão bem como as pessoas dizem e, exactamente por isso, ele acaba por ser substituído por Pedro Álvares Cabral e isto gera, obviamente, uma guerra entre as duas figuras. Depois, o Vasco da Gama, fica em Lisboa, também a congeminar a vingança entre Pedro Álvares Cabral e o que acontece é que Cabral acaba por ser afastado e é Vasco da Gama que volta outra vez para as Índias …

 

Vasco da Gama é recordado como uma das figuras cimeiras da história de Portugal, mas a imagem que dá do navegador no seu romance é de alguém sanguinário. A tendência, em termos históricos, passa sempre por abonitar, por embelezar os heróis ….

 

J.M: Há sempre uma história institucional, uma história oficial. Isto acontece em Portugal e acontece em todos os países: os heróis são sempre pessoas cheias de mérito e cheias de valor. Obviamente que ser herói de um povo não é o mesmo que ser santo. Vasco da Gama, particularmente, mostrou ser um homem sanguinário, sobretudo na segunda viagem. Os livros de história normalmente omitem essa segunda viagem. Este livro vem um pouco repescar essa segunda viagem, em que ele vem não como comerciante, não como explorador, mas como conquistador. Ele vem, com a força das armas, impor a sua lei, levar especiarias, conquistar povos, maltratar com alguma rudeza os povos que estavam cá e portanto há ali um lado obscuro de Vasco da Gama que veio ao de cima. Mas, eu quando escrevo estes livros, escrevo um romance histórico um pouco contra a memória instituída porque vou buscar factos que estavam ocultos. Não o faço com o propósito de denegrir a imagem destes exploradores, destes navegadores. Não. É no sentido de os tornar humanos, de os tornar reais. As pessoas têm de saber que estes homens foram grandes homens e que, muitas vezes, para conseguir os seus fins, não puderam olhar a meios. Acho que foi as próprias circunstâncias que os obrigaram a este tipo de atitudes. Nenhum povo conquistador é um povo ameno e amigável. Todo o povo conquistador teve sempre o poder das armas e impôs as suas ordens e impôs a sua lei. Vasco da Gama veio para o Índico com poucos homens, com poucos barcos e ele teve que impor-se, digamos, que pela força, criando uma onda de terror que levasse as pessoas a temê-lo. Foi uma estratégia militar que ele montou. O que eu quero é enquadrar as acções dele na época em que ele viveu. Nós temos de olhar para as pessoas na época em que viveram.

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Sendo um romance histórico, é óbvio que há menos liberdade criativa para adensar a narrativa, do que aquela de que dispôs quando escreveu o “Diário dos Infiéis” ou o “Diário dos Imperfeitos”. Onde acabam os factos e onde começa a ficção no romance histórico?

 

J.M: Essa é sempre a grande questão do leitor. Quando nós falamos em romance histórico, falamos em romances muito diferentes. Há todo o tipo de romances históricos. Há uns que são essencialmente ficção. Eu faço uma ficção condicionada. Há um esqueleto do qual eu não posso fugir: há datas, há locais, há acontecimentos dos quais eu não posso fugir. Agora, há eventos secundários que eu posso ficcionar. Numa batalha, o que é importante é eu saber que aquela batalha foi naquele dia e naquela local. Se morreram 100, se morreram 150 isso é secundário. Isso é uma parte que eu posso ficcionar. Uma conversa do rei com o navegador, eu também a posso ficcionar. O que é importante é que dessa conversa ficcionada saia realmente aquilo que aconteceu. Há aspectos secundários que eu posso ficcionar sem fugir à verdade histórica que é conhecida, que são os lugares, as datas, os nomes. Depois, o romance histórico não é só um repositório de informação, porque senão seria mais um livro de história, não é? Nós temos de dar uma personalidade à nossa figura central, dar-lhe uma versão tridimensional, dar-lhe uma personalidade porque é isso que faz a diferença face a um livro de história normal. A história não é uma data, um nome e um lugar. São pessoas. E essas pessoas têm coisas boas e têm coisas más, têm defeitos, têm virtudes, têm um contexto histórico, têm um contexto religioso, têm um contexto militar e quando nós conseguimos dar estas dimensões todas ao personagem, dar-lhe uma personalidade, aí sim, estamos a contribuir para a história de Portugal. Se estivermos só a ver nomes e datas, aquilo com que lidamos é com personagens de banda desenhada, com personagens planas. Nós temos que lhe dar dimensão.

 

No caso destes dois romances históricos – de “Vera Cruz” e de “Índias” – há uma dificuldade adicional que é o facto de ambos constituírem uma tentativa de uma biografia, concentradas em duas figuras históricas sólidas. Há uma fronteira entre romance histórico e biografia? Quando falamos, por exemplo, de alguém que viveu há cinco séculos, como é o caso de Pedro Álvares Cabral e de Vasco da Gama, eles já cá não estão para contestar o que foi escrito …

 

J.M: Não é bem … Eu digo que é um romance biográfico. As pessoas têm que ler sabendo que é um romance e que, portanto, há ali uma dose de ficção. Aquilo que eu garanto é que o livro está assente num estudo muito grande dos personagens, numa investigação muito grande dos personagens e, portanto, há dados que são factuais e quando ao restante há verosimilhança. É provável que tenha acontecido assim. Agora, nós também temos de ter a noção que quando nós mudamos as perguntas à história, a história também nos muda as respostas: não é uma ciência exacta, nem é uma ciência estanque. A história também é feita de visões, que mudam de acordo com a maneira que nós analisamos os dados que temos na mão. Eu, por exemplo, em “Vera Cruz” trago uma visão diferente da história que é ensinada nas Universidades sobre a descoberta do Brasil. Porquê? Porque eu coloquei ali questões novas sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral e isso remete-nos para outras respostas e, portanto, há ali uma visão nova sobre o que levou Pedro Álvares  Cabral a desviar-se da sua rota e a descobrir o Brasil. Eu já tive conversas com alguns historiadores e trocamos pontos de vista e o que eu levo dali são interpretações de dados que são tão válidas como outro  historiador qualquer. A verdade é que eu lanço ali dados novos e faço uma correlação entre eles que tem lógica. Há ali uma verosimilhança: pode ter sido assim que aquilo aconteceu. Agora, ninguém tem segurança, até porque ninguém se põe de acordo sobre o que se passou ontem numa reunião política, ninguém se põe de acordo sobre o que se passou ontem num jogo de futebol – se foi penalty ou se não foi penalty – e passamos isso na televisão. Também não podemos ter uma segurança absoluta sobre o que passou há 500 anos. Temos é visões, interpretações dos dados que temos na mão e a maneira como nós correlacionamos estes dados oferece-nos uma visão.

 

Ambos os livros foram tão bem recebidos que acabou por receber um convite de uma grande superfície para fazer versões dirigidas às crianças e aos mais jovens a preços mais acessíveis. É uma boa iniciativa?

 

J.M: Foi excelente, porque quando eu estava em sessões de apresentação de livros, as pessoas diziam-me muito: “Este livro é fantástico, gostava que o meu filho lesse, mas isto são livros muito grandes para crianças e as crianças hoje não sabem nada de história e não gostam de história e eu senti que havia uma necessidade de escrever para crianças e eu na altura fiz o lançamento de um livro para crianças, tipo banda desenhada …

 

O Cabralito …

 

J.M: O Cabralito. E depois, sim, houve um contacto da Alêtheia e do Pingo Doce para fazermos uma edição mais juvenil. No fundo são resumos dos meus romances para um público mais juvenil que o Pingo Doce põe à venda por quatro euros. É um livro muito barato e, portanto, já não há desculpa para as crianças não conhecerem as suas figuras históricas. Eu acho que foi uma iniciativa óptima…

 

A sua obra tem conseguido adquirir um certo carácter transversal, primeiro com a adaptação do “Diário dos Infiéis” a uma peça de teatro e depois a transformação numa sinfonia. Como é que olha para este tipo de leituras? É algo que o deixa orgulhoso?

 

J.M: É. Eu fico orgulhoso. Para mim é um prémio. É o reconhecimento primeiro, da obra, e um atestado de que a obra teve impacto. Ver uma sinfonia para mim é uma coisa fantástica, porque era uma coisa da qual eu não estava à espera e quando me fazem essa proposta, eu vou assistir ao espectáculo – é uma sinfonia para orquestra e para coro – e vejo o coro a cantar as palavras que eu escrevi , senti, realmente, um sentimento muito interior, um sentimento muito positivo. Aconteceu o mesmo com o teatro: as nossas palavras não têm som e quando nós vemos aquelas palavras com som, na voz das outras pessoas, é uma sensação muito agradável. A adaptação para teatro do “Diário dos Infiéis” – e do “Diário dos Imperfeitos” – que também já foi adaptado para teatro, foram duas adaptações fantásticas. Eu não participei nas adaptações. Sentei-me no público para ver o teatro como qualquer espectador e fui surpreendido com novas visões dos meus próprios livros…

 

Surpreendido positivamente?

 

J.M: Positivamente. São outras obras. Eu considero que aquilo não é o meu livro. Aquilo é outra obra que foi baseada no meu livro. Eu estou a olhar para o teatro de uma forma exterior e achei fantástico porque, por exemplo, do “Diário dos Infiéis”, o teatro fez duas adaptações. Fez uma em palco, que é uma peça de teatro normal e depois fez uma outra peça, que é de monólogos. Esses monólogos foram levados a hotéis, a cadeias e a sítios onde o teatro não vai habitualmente. Os monólogos ficaram mais presos ao texto do livro, digamos assim, mais próximo do livro e a peça de teatro mais livre. E é engraçado, porque enquanto romance, “O Diário dos Infiéis” é quase uma tragédia, no palco é uma comédia. Com os mesmos temas com que eu trabalhei, eles brincaram quase com esses temas e apresentaram-nos de uma maneira quase lúdica. É uma visão completamente diferente, com as mesmas palavras e com os mesmos assuntos. Esta recriação da matéria, para mim, é fantástica.

 

O que é que podemos espera de João Morgado nos próximos tempos? Macau – esta Macau que encontra e que lhe é dada a conhecer – poderá ter qualidade dramática, ou seja lá o que for, para entrar num enredo assinado por João Morgado?

 

J.M: Eu ainda estou naquela fase do espanto. Ainda estou naquela fase da boca aberta e estou agora a descobrir Macau, que me parece fascinante. Vou estar por aqui alguns dias e certamente alguma inspiração virá. Para já, eu tenho um compromisso com o próprio Festival de escrever um conto para a próxima revista do próximo ano, mas certamente escreverei mais sobre Macau e penso voltar cá um dia destes com mais tempo para fazer investigação e trabalho. Desta vez estou cá mais em termos de participação no Festival. Estive na Escola Portuguesa de Macau e vou estar no Instituto Português do Oriente, mas espero um dia poder cá voltar com tempo para fazer pesquisas e trabalhar nesta área literária.

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