Governo admite que metro na Península “vai ser complicado”

A prioridade do Executivo, neste momento, passa por concluir e inaugurar a secção da Taipa do metro ligeiro, o que considera ser possível ainda em 2019. A ideia de estender a linha até à Península mantém-se de pé, mas ainda não é possível sequer falar numa data para o arranque das obras.

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Os deputados da Assembleia Legislativa (AL) podem pressionar à vontade que o Governo vai continuar a não arriscar com uma eventual data para o pontapé de saída na empreitada de construção do segmento de Macau do metro ligeiro. Desta vez foi Si Ka Lon que apresentou uma interpelação escrita a tentar saber de uma vez por todas quando é que arrancavam as obras na secção do metro ligeiro de superfície (LRT)

que irá servir a parte continental de Macau, apenas para ouvir a resposta de sempre: “Ainda não é possível saber”.

Após anos de estudos e consultas sobre a secção de Macau do LRT, ninguém se entende sobre qual o traçado mais conveniente. “Com base na experiência da Taipa, a Península é menor e com uma população mais densa, pelo que é de prever que estender o metro para a Península vá ser mais complicado”, admite Ho Cheong Kei, director do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT), na resposta à interpelação de Si Ka Lon.

Por outro lado, o responsável do GIT garante que, apesar de todas as vozes críticas que têm surgido –  muitas delas apelando ao cancelamento da secção de Macau do LRT – o Executivo mantém-se determinado a não abandonar a meta de alargar o metro à Península. “Mas ainda é preciso tempo para rever os detalhes do traçado, pelo que ainda não é possível dispor de um calendário”, explica.

 

Custo também é um mistério

 

E porque ainda é preciso tempo para rever os pormenores relativos à rota na Península de Macau que, conforme reconhece Ho Cheong Kei, “não é uma prioridade”, também é certo que “não é possível estimar o custo do traçado na Península, neste momento”, merecendo assim resposta outra das questões colocadas por Si Ka Lon, relativa às despesas.

Prioridade nesta altura é mesmo a conclusão da estação multi-modal da Barra e da linha de Seac Pai Van, além da preparação da empresa que irá gerir o serviço e da moldura legislativa necessária, de acordo com o responsável, que reitera a esperança de que a secção da Taipa possa ser inaugurada ainda em 2019.

Já esta semana, o Gabinete para as Infra-Estruturas de Transportes tirou o véu a alguns dos detalhes relativos à gestão do sistema. A empresa responsável pela gestão operacional do metro terá o estatuto de empresa privada de capitais exclusivamente públicos, sendo que o Governo não descura, por outro lado, o recurso a quadros qualificados contratos no estrangeiro para gerir o organismo.

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