Macau recupera lentamente e Filipinas querem ser o Hawai’i da China

A RAEM vai já em seis meses de ganhos consecutivos em termos de receitas brutas de jogo, após uma “travessia do deserto” que durou 25 meses, mas os sinais de recuperação são ainda tímidos. Nas Filipinas, o magnata japonês Kazuo Okada olha para a lenta recuperação do mercado do jogo do território como uma oportunidade.

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O magnata do jogo Kazuo Okada quer transformar as Filipinas num destino de lazer e entretenimento para os cidadãos abastados das nações vizinhas, à imagem do que o Hawai’i é para os Estados Unidos. Isto num momento em que Macau continua a apresentar sinais de que já viveu dias melhores, de tempos que já não voltam.

O multimilionário japonês, antigo parceiro de Steve Wynn no território, iniciou uma cruzada para converter as Filipinas num “hot spot” de férias para países como a República Popular da China, Taiwan, a Coreia do Sul ou mesmo o seu Japão natal. Anunciando pretender fazer com que as Filipinas se tornem “o próximo Hawai’i” – numa referência à forma como o arquipélago do Pacífico é amplamente visto como um retiro para os americanos – Okada abriu recentemente um resort na Entertainment City de Manila. As receitas no primeiro trimestre de actividade do empreendimento levaram o empresário japonês a anunciar, desde já, que pretendia construir mais três novos casinos na região nos próximos anos.

A Entertainment City está para Manila, como a Vegas Strip está para Las Vegas, ou a Cotai Strip, para Macau. Detida e operada pela Philippine Amusement and Gaming Corporation (Pagcor), a cidade conta actualmente com três resorts integrados onde a componente jogo marca presença: o City of Dreams Manila, o Solaire Resort e o Okada Manila. A Resorts World deverá concluir o quarto empreendimento no próximo ano.

 

Crescimento de Macau abranda

 

Pode continuar a ser, com grande folga, a mais frutífera meca do jogo do planeta, mas Macau já conheceu dias melhores. A RAEM vai já em seis meses de ganhos consecutivos em termos de receitas brutas de jogo, mas isto depois de uma “travessia do deserto” que durou 25 meses. Depois dos 360 mil milhões de patacas de receitas  alcançados em 2013 terem encolhido para 223 mil milhões no ano passado, as grande operadoras de jogo presentes no território estão em fase de conclusão da transição para um modelo com menos ênfase no grande apostador e mais na classe média.

A Fitch Ratings, uma das três grandes agências de notação, prevê que a transformação em curso irá dar alguns resultados, mas antecipa que o crescimento homólogo para este ano deverá situar-se apenas no intervalo entre os cinco e os nove por cento.

 

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