Irmã de Sónia Chan alegadamente contratada por “cunha” ouvida no caso Ho Chio Meng

 

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Chan Hoi In, irmã mais velha da secretária Sónia Chan, foi ouvida durante a manhã de ontem no Tribunal de Última Instância, no âmbito do caso Ho Chio Meng. Segundo o PONTO FINAL conseguiu apurar, Chan Hoi In terá mesmo sido a funcionária contratada pelo Ministério Público, depois da actual secretária para a Administração e Justiça ter feito uma chamada telefónica a recomendar um familiar ao então Procurador.

Ontem, Chan Hoi In afirmou que começou a trabalhar no Ministério Público em Agosto de 2008, data que coincide com o ano em que foi realizada a chamada telefónica, numa altura em que Sónia Chan era coordenadora do Gabinete de Protecção de Dados Pessoais.

No seu depoimento, Chan Hoi In –  que integra o Grupo de Administração Geral do Ministério Público – revelou um diferendo entre Chan Ka Fai, ex-assessor do Gabinete do Procurador, e Roque Chan, irmão da ex-secretária Florinda Chan e o actual chefe funcional do Departamento de Apoio: “O Chan Ka Fai e o Roque Chan tiveram uma discussão porque era preciso assinar um carimbo que confirmava a entrega de material”, afirmou Chan Hoi In. “Mas o Roque Chan não quis assinar a confirmação porque não viu se o material tinha sido entregue. Mesmo assim  Chan Ka Fai ordenou o pagamento”, frisou.

Segundo Chan Hoi In, o assessor do Gabinete do Procurador dava igualmente instruções para que Roque Chan não tivesse acesso ao custo dos bens ou serviços que tinha de confirmar.

A irmã de Sónia Chan confirmou que fez várias propostas durante anos a autorizar pagamentos por diferentes serviços às mesmas empresas. A ainda funcionária do Ministério Público garante que quando a informação lhe chegava às mãos, vinda de Chan Ka Fai, já estava tudo decido.

Mesmo num caso em que confirmou uma proposta para um serviço de manutenção de ecrãs LED, cuja compra incluiu serviço de manutenção durante dois anos, um período que ainda estava vigente, Chan Hoi In nada disse: “Não me lembro se reparei. Mesmo que tivesse reparado que havia um erro não ia perguntar. Se o meu superior me entregava as coisas eram porque elas já estavam decididas”, afirmou. “Antes, quando perguntei, ele disse-me que não tinha de fazer tantas perguntas”, recordou.

 

J.S.F.

 

 

 

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