Primeira obra sobre a “Internet das Coisas” tem cunho da Universidade de Macau

As investigações de alunos e professores do Laboratório Analógico e Misto VLSI da Universidade de Macau sobre os sistemas e circuitos que dão corpo ao conceito de “Internet das Coisas” foram incluídos no primeiro livro publicado mundialmente com enfoque na matéria. “Enable the Internet of Things – from Integrated Circuits to Integrated Systems” foi apresentado na semana passada em São Francisco, nos Estados Unidos. No lançamento estiveram presentes investigadores da Universidade de Macau.

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O primeiro livro publicado a nível mundial sobre o conceito de “Internet das Coisas” contou com o contributo de alunos de doutoramento do Laboratório Analógico e Misto VLSI (ou Laboratório AMS-VLSI) da Universidade de Macau (UM), que redigiram dois dos capítulos da obra. Lançado na semana passada na Conferência Internacional sobre Circuitos em Estado Sólido que decorreu na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, o livro “Enable the Internet of Things – from Integrated Circuits to Integrated Systems” apresenta “circuitos e sistemas que podem ser utilizados na futura Internet das Coisas”.

Os dois capítulos – Capítulo 10, “Power Management Circuit Design for IoT Nodes” e Capítulo 14, “Circuit Techniques for IoT-Enabling Short-Range ULP Radios” –  desenvolvidos pelos alunos da UM distanciam-se, de certa forma, do conceito geral de Internet das Coisas e que se refere à conexão entre dispositivos electrónicos utilizados no dia-a-dia – como electrodomésticos, meios de transporte ou máquinas industriais –  à Internet. Em contrapartida, introduzem nos dois capítulos da obra “o projecto de circuitos que foram feitos com o objectivo de serem utilizados nessa Internet das Coisas”, referiu o vice-reitor de investigação científica da Universidade de Macau, Rui Martins, em declarações ao PONTO FINAL.

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A obra aborda a investigação desenvolvida em torno de todos os tipos de circuitos que podem vir a ser utilizados nos equipamentos que vão dar forma à  Internet das Coisas e que “podem ser câmaras, também telemóveis, podem ser os mais variados produtos”: “Uma coisa é o conceito, outra coisa é os circuitos que são necessários para essa área. Nós [Laboratório AMS-VLSI] estamos mais ligados à parte do ‘hardware’. Os ‘chips’ que são necessários para este tipo de sistemas”, apontou Rui Martins.

O académico explicou ao PONTO FINAL que existem actualmente cada vez mais dispositivos autónomos a que as pessoas recorrem. Tais soluções continuam, no entanto e na maior parte dos casos, dependentes de uma  ligação à electricidade para funcionarem. O futuro, porém, afigura-se promissor: “Os dispositivos poderão ser mais autónomos e gerar a sua própria energia ou recolher energia do ambiente que os rodeia”, explicou o vice-reitor da Universidade de Macau. Para isso, esclareceu Rui Martins, “precisam de circuitos que sejam capazes de recolher essa energia e que consumam muito pouco, circuitos que sejam muito rápidos.”

Em Macau, o conceito de Internet das Coisas vai ao encontro dos objectivos que têm sido traçados pelo Governo no que respeita à afirmação do território como Cidade Inteligente: “Macau vai aplicar esse conceito como o resto do mundo o irá aplicar. Fala-se um bocado no conceito de ‘smart city’. Ora, ‘smart city’ é uma coisa que precisa de ter essa Internet das Coisas, não é? Portanto, com a evolução disto a nível mundial, creio que Macau irá também aprovar o conceito a partir do momento em que tem telemóveis e tudo o resto”, defendeu o docente.

O desenvolvimento do conceito de Cidade Inteligente está incluída no vasto leque de investigações desenvolvidas pelo Laboratório AMS-VLSI. Os investigadores também têm em mãos, por exemplo, “um conceito que poderá gerar um ‘spin-off’ a uma empresa que funde as áreas da biologia e da electrónica”. Rui Martins assinalou que a ideia de Cidade Inteligente “vai impor a instalação desse tipo de tecnologia e, nesse aspecto, [o laboratório] pode colaborar se for esse o caso, quando as coisas começarem a surgir.” J.F.

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