Macau quer dar cartas nas corridas de automóveis em simulador

 Em tudo semelhantes aos utilizados em testes pelas escuderias internacionais que disputam as maiores provas mundiais de automobilismo, os simuladores permitem aos jovens pilotos optimizarem as suas capacidades. As máquinas permitem simular ao detalhe as mais ínfimas características dos carros e reproduzir ao pormenor as pistas onde se realizam as competições. A febre da SimRacing já chegou a Macau.

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Rodrigo de Matos

Os bólides assobiam no asfalto ao fim da tarde no autódromo japonês de Suzuka. Agita-se a bandeira de xadrez e Frederico Teixeira, piloto de Macau, cruza a meta a apenas um lugar do pódio. A corrida disputada no fim-de-semana teve todos os ingredientes de um Grande Prémio de GT a sério, não fosse o facto de ter existido apenas no mundo virtual. Em Macau, uma nova associação está a promover uma modalidade que promete muito em breve tornar-se uma obsessão: o “sim racing” ou corrida em simulador.

Há 10 anos que um grupo de amigos vinha jogando em casa, nos seus computadores, conforme explicou um deles ao PONTO FINAL. O nível foi subindo e estes entusiastas começaram a participar em competições em Hong Kong, até que resolveram criar a Macau Sim Racing Team, uma selecção dos melhores jogadores do território, para participarem em campeonatos internacionais.

Em Agosto do ano passado, foi criada a Associação SimRacing de Macau-China, que conta hoje com 20 membros: “Tive essa iniciativa depois de observar organizações semelhantes na Europa. Notei que em Macau estávamos muito atrasados em relação aos outros, mas havia as condições para fazer surgir uma organização assim”, resume Carlos Fu, presidente da associação.

A Racing Team conta actualmente com uma dúzia de corredores, sendo que dois são originários de Hong Kong, mas correm com as cores da RAEM. O melhor é Frederico Teixeira, que até costuma competir no Grande Prémio de Macau, e que no Asiático de “sim racing” actua na classe “Radical”, onde ocupa actualmente o nono posto da classificação depois de ter terminado em quarto em Suzuka.

 

Correr a sério mas sem perigo

 

Palco de uma prova inegavelmente competitiva, num dos circuitos mais emblemáticos e perigosos do mundo, Macau tem uma relação histórica com o desporto motorizado. Mas, para um piloto do território, correr numa das provas do evento é uma actividade muito dispendiosa. Os simuladores oferecem uma alternativa de desenvolvimento mais rápida e barata. Para quem quer começar, com um investimento entre cinco a seis mil patacas, já é possível adquirir o equipamento básico – volante, pedais e chassis – para treinar e competir.

Os simuladores acabam também por ser uma alternativa a ter em conta pelos corredores-piratas que apostam em corridas ilegais na via pública: “É mais seguro do que andarem a acelerar nas ruas da cidade. Além do mais estes simuladores, que são em tudo semelhantes aos utilizados pelas escuderias do desporto automóvel internacional, permitem desenvolverem a um nível óptimo as suas capacidades como pilotos, já que são simulados ao detalhe as características dos carros e pormenores das pistas onde se realizam as competições a sério”, explica Carlos Fu. O dirigente apela assim a um outro olhar das autoridades para que esta modalidade se possa desenvolver mais depressa: “Faltam subsídios do Governo. Mas penso que dentro de dois ou três anos, o ‘sim racing’ vai estar muito avançado em Macau”, prevê.

 

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