Sistematização total das canalizações subterrâneas só virá com o tempo

 

A discrepância entre a localização dos cabos subterrâneos indicada pelas plantas do Governo e o local exacto onde os cabos se encontram torna normal a ocorrência de danos acidentais infligidos às tubagens de outras empresas durante as obras. No entender da DSSOPT esta é uma das razões pelas quais as empreitadas de instalação de novas infra-estruturas no subsolo se prolongam por mais tempo do que o previsto.

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São redes de drenagem, cabos eléctricos, tubagens de águas, de telecomunicações, gasodutos, de rede da televisão por cabo e do sistema de semáforos. O subsolo de Macau está coberto por uma teia de canos, tubos e cabos cuja disposição caótica obriga a obras na via que se prolongam, o mais das vezes, por um período mais vasto do que o inicialmente previsto. O Governo tem vindo a promover a sistematização da malha urbana que alimenta o pulsar quotidiano da cidade, mas avisa que só conseguirá colocar em definitivo ordem na casa à medida que as obras de manutenção forem tendo lugar.

Um grupo interdepartamental do Governo procedeu nos últimos tempos a uma recolha de elementos que irão permitir a criação de uma base de dados com as informações geográficas das infra-estruturas urbanas subterrâneas e procedeu à elaboração da regulamentação que irá permitir elaborar as normas técnicas para criar um regulamento sobre essa base de dados. Passar à prática, ainda assim, é mais complicado: “Uma vez que algumas canalizações subterrâneas já estão instaladas há muitos anos, os respectivos dados não estão actualizados, nomeadamente a localização exacta e a sua profundidade”, reconhece a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). “Os referidos dados serão confirmados e actualizados quando se realizarem obras de reparação e substituição”, acrescenta, numa carta assinada por Shin Chung Low Kam Hong, director substituto do organismo, e enviada em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei.

Na sua interpelação, a parlamentar chama a atenção para a existência, nos dias que correm, de “uma grande discrepância entre a localização dos cabos subterrâneos indicada pelos dados e a localização real dos mesmos”. Devido a uma tal discrepância, Ella Lei vê como “normal a ocorrência de danificações acidentais dos cabos subterrâneos durante as obras ou o local indicado estar ocupado por outros cabos, resultando em prorrogação das obras” e aponta o dedo ao Governo por não ter tentado ainda resolver a questão.

A DSSOPT admite que o problema existe, mas adianta que já deu a conhecer às entidades responsáveis o sistema que lhes irá permitir gerir de forma mais eficaz a distribuição das tubagens pelo subsolo: “Uma vez que, neste momento, as entidades responsáveis pela fiscalização das canalizações subterrâneas já dispõem de um mecanismo de troca de dados, a plataforma de partilha de informações geográficas poderá ser, assim, disponibilizada às entidades utilizadoras quando os respectivos trabalhos estiverem concluídos”, assegura Shin Chung Low Kam Hong na resposta que endereçou a Ella Lei.

 

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