Seleccionador da Índia confiante no apuramento para a fase final da Taça da Ásia

Adversária de Macau, a Índia está optimista quanto às hipóteses da equipa num grupo (A) de qualificação onde figuram ainda as selecções do Quirguistão e do Myanmar. O técnico inglês que comanda a selecção indiana alerta, no entanto, para a qualidade dos adversários.

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A mais de um mês do início da fase de apuramento para a próxima edição da principal competição de selecções do continente asiático – a Taça da Ásia 2019 – nos Emirados Árabes Unidos, o seleccionador da Índia, o inglês Stephen Constantine, deu uma entrevista a um jornal digital indiano em que falou sobre as expectativas da sua equipa e sobre os adversários do onze indiano no Grupo A de apuramento. Com o pior ranking da FIFA entre as quatro selecções do agrupamento, Macau afigura-se como a formação mais acessível.

Desta vez – e pela primeira vez na história da competição organizada pela Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês) – a Taça da Ásia vai incluir na sua fase final um total de 24 equipas, 12 das quais já se encontram apuradas. Os jogos de qualificação arrancam no dia 28 do próximo mês e Macau faz parte do grupo que inclui, além da Índia, as selecções do Quirguistão e do Myanmar. Duas equipas de cada um dos seis grupos apuram-se para a fase final e os indianos estão confiantes em carimbar o passaporte para os Emirados, tendo em conta a qualidade dos adversários: apenas o Quirguistão apresenta melhor classificação no ranking da FIFA (124.º) do que o conjunto da Índia (129.º), seguindo-se a trinta posições de distância o Myanmar (159.º). A selecção de Macau é a pior classificada, com um modesto 184.º posto numa classificação que engloba 205 selecções.

Apesar disso, o seleccionador indiano alerta os seus jogadores para o perigo de confiarem em facilidades e espera que tenham aprendido a lição na fase de qualificação para o Mundial 2018, em que a Índia ficou pelo caminho num grupo muito semelhante: “Da última vez, estávamos num grupo com Guam e o Turquemenistão, que também estavam abaixo de nós no ranking. Toda a gente deu por garantido que ia ser fácil para nós. Tentei alertar para as qualidades dessas equipas, mas em vão”, recorda com amargura Stephen Constantine, citado pelo site News18.com. O descuido, na altura, valeu aos indianos uma prestação ruinosa e o último lugar no grupo, após sete derrotas em oito jogos.

 

Todos merecem respeito

 

Assim, Constantine admite a posição de favorito da equipa do Quirguistão, que considera “um adversário muito forte” e destaca o bom trabalho de renovação que tem sido conseguido no conjunto do Myanmar, com base nos talentos revelados pela selecção que se qualificou para a fase final do Mundial Sub-20 da FIFA em 2015: “Espero que toda a gente perceba o que isso significa”, alerta.

Mesmo a equipa de Macau –  teoricamente a mais fraca do grupo – tem vindo a crescer, como foi possível observar na edição inaugural da Taça da Solidariedade da AFC, na Malásia, competição que terminou na segunda posição: “Todas as equipas vêem com bons olhos a hipótese de vencerem em qualquer grupo em que sejam colocadas. Essa é a beleza deste desporto”, afirma, mas sem rejeitar responsabilidades: “No papel, parece que estamos em posição favorável. Isso dá-nos a esperança de termos uma hipótese legítima de nos qualificarmos neste grupo”.

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